“Um Defeito de Cor não é uma contra-história”, diz Ana Maria Gonçalves

Por MRNews

A literatura produzida por autores negros ajuda a explicar a permanência histórica do racismo no Brasil e disputa o próprio sentido da narrativa nacional, afirma a escritora Ana Maria Gonçalves. A autora do consagrado romance Um Defeito de Cor conversou com a Agência Brasil em uma passagem por Brasília na tarde deste sábado (4).

Primeira mulher negra a se tornar imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), a escritora foi a convidada especial da 6ª edição do encontro Julho das Pretas que Escrevem no Distrito Federal, como parte da programação do Festival Latinidades.

Ana Maria diz que Um Defeito de Cor e outras obras contribuíram para ampliar a compreensão da sociedade sobre o racismo e para fortalecer debates como o das políticas de cotas raciais, cujas primeiras experiências coincidem com o ano em que o livro foi lançado, em 2006.

Com Haaland “carrasco”, Noruega vence e Brasil deixa a Copa do Mundo

Quatro em cada 10 brasileiros nunca ouviram falar em economia circular

“Livros como o meu, como o de vários outros escritores e escritoras negros, que vêm produzindo na contemporaneidade, ajudam a contar uma história para que o povo brasileiro entenda o porquê da necessidade de cotas. A gente sabe desde sempre o porquê que precisava, mas durante tanto tempo escondeu-se e o racismo era assunto tabu dentro da sociedade brasileira”, aponta a escritora.

Seu romance de maior repercussão é uma narrativa monumental de 952 páginas, que conta a saga de vida de Kehinde, mulher negra que, aos oito anos de idade, é sequestrada no Reino do Daomé, atual Benin, e trazida para ser escravizada na Ilha de Itaparica, na Bahia.

O livro é considerado por críticos um dos romances mais importantes da literatura brasileira contemporânea e inspirou o aclamado samba-enredo da escola de samba Portela, no carnaval carioca de 2024. Segundo Ana Maria Gonçalves, narrativas como essas ajudam a compreender a história do país por perspectivas historicamente marginalizadas na literatura brasileira.

A autora entende que o romance é uma história que ainda não terminou, uma história que começou em 1930, com a chegada dos primeiros africanos ao Brasil, e que tem uma continuidade até hoje.

“Eu gosto muito de citar aquela música do Rapa: ‘Todo camburão tem um pouco de navio negreiro’. A gente continua sendo os corpos que estão sendo perseguidos, que estão sendo presos, que estão sendo mortos, que são contados como números e não como histórias”.

Ana Maria Gonçalves também rejeita o rótulo de contra-história para caracterizar a representatividade de obras como a sua na disputa por um sentido histórico de país.

“Um Defeito de Cor é a história do Brasil contada pelos olhos e pela vivência de uma mulher negra. Ele não é uma outra versão, ele não é uma outra vertente, ele não está se contrapondo a um lugar. Ele está querendo ocupar aquele mesmo lugar que a história oficial do Brasil sempre ocupou, contada principalmente pelo olhar dos homens brancos”, ressalta.

“Eu quero disputar esse lugar, não me interessa a margem, não me interessa o contra, a contraproposta, a contra-história. O livro é a história”.

Ancestralidade na ABL

Desde que assumiu a cadeira 33 da ABL, como apenas a 13ª mulher e a primeira mulher preta a ser eleita para a academia, Ana Maria Gonçalves vem fazendo questão de repetir que não chegou sozinha a este lugar.

“A primeira mulher eleita, Raquel de Queirós, só foi eleita depois de uma campanha da Diná Silveira de Queirós. E a minha eleição tem muito a ver com o com a candidatura da Conceição Evaristo. Foi ali naquele momento que a sociedade brasileira olhou para a academia e falou: ‘Ué, não é a Academia Brasileira de Letras? Está faltando aí uma gente que representa o maior segmento étnico da sociedade brasileira, que é a mulher preta. Nós somos 27% da população”, reflete.

Mercado literário

No Festival Latinidades, Ana Maria se reuniu em um espaço de trocas com mulheres negras – autoras e leitoras – para pensarem juntas o impacto atual dessa rede no próprio mercado literário do país.

“Não dá para que nada mais seja feito sem a gente”, enfatiza.

A escritora cita Maria Firmina dos Reis, considerada a primeira romancista negra do Brasil, autora de Úrsula, obra de 1859. “Desde lá até 2006, fui a oitava mulher negra a publicar um romance no Brasil. Ainda é uma lacuna muito grande. A sociedade deve pra gente esse lugar de publicar e escrever”, acrescenta.

A maior visibilidade conquistada por escritores negros nas últimas duas décadas aumentou o interesse por obras de autoria negra e impulsionou mudanças no mercado editorial, observa Ana Maria Gonçalves.

“O que a gente produz não é mais lido como já foi, durante muito tempo, como literatura panfletária, como de menor qualidade. Isso a gente já não precisa discutir mais. A gente tem aí Jefferson Tenório, Conceição Evaristo, Eliana Alves Cruz, Cidinha da Silva e muitos outros. E está vindo uma geração muito interessante de mulheres pretas escrevendo na periferia de São Paulo hoje. E já se insurgindo em outros lugares que não são mais esses polos, como São Paulo e Rio de Janeiro”, contextualiza.

“A gente está mudando o mercado editorial no sentido de mostrar que a diversidade é bem-vinda também para quem só tá buscando lucro”.

Negras autoras

Idealizadora do coletivo que promove escritoras negras no DF, a jornalista Waleska Barbosa mediou a conversa com Ana Maria Gonçalves no Festival Latinidades. Ela reconhece um avanço importante no mercado editorial, mas aponta limites e contradições que ainda impactam a produção literária de autoria negra.

“Publicar um livro é caro. E publicar não é uma coisa só. Tem a circulação, a distribuição, a crítica, as premiações. Quando a gente vai esmiuçar os números, nunca é tanto assim o avanço da estatística”. Outro desafio é a permanência de escritoras e escritores negros nesses espaços, ainda marcados por episódios de racismo.

O exemplo da escritora negra Lilia Guerra ainda é bastante gritante nesse cenário, aponta Waleska. Convidada da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), no ano passado, Guerra foi acusada injustamente de roubo no hotel em que estava hospedada na cidade fluminense.

“Eu digo que a gente é vítima, uma Geni Buarquiana nesse sentido. Em um momento ela era uma escritora, convidada da Flip, daqui a pouco ela é acusada de roubo, sendo essa mesma pessoa, essa mesma escritora. A Conceição Evaristo, homenageada em uma grande exposição em São Paulo, também já disse que ao caminhar pela Avenida Paulista, ela continua sujeita ao racismo cotidiano”, lamenta.

Rio de Janeiro sedia encontro mundial de bandas sinfônicas em julho

Por MRNews

Pela primeira vez a América Latina vai receber uma edição da Conferência Internacional da World Association for Symphonic Bands and Ensembles – Associação Mundial de Bandas e Conjuntos Sinfônicos (WASBE), que receberá músicos de vários países, entre os dias 20 e 25 de julho, no Rio de Janeiro, e dia 26 em Niterói.

Esta será a 21ª edição do festival único de bandas de sopro, que já passou por 15 países da Europa, América do Norte e Ásia. O encontro reúne, a cada dois anos, bandas, grupos, regentes, músicos e especialistas de música sinfônica.

O diretor executivo do comitê organizador local da WASBE Rio 2026, Marcelo Jardim, conta que a expectativa é muito grande porque vão ocorrer em torno de 50 concertos e mais de 200 oficinas musicais. Além disso, o festival está dando gratuidade para todos os programas sociais.

Com Haaland “carrasco”, Noruega vence e Brasil deixa a Copa do Mundo

Quatro em cada 10 brasileiros nunca ouviram falar em economia circular

As apresentações estão distribuídas por diversos espaços no Rio como a Sala Cecília Meireles, o Palácio Capanema, o Theatro Municipal, a Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o Passeio Público, a Fortaleza São José, entre outros, tendo a Ilha Fiscal como local da abertura.

Oficinas

O professor Marcelo Jardim, que também é vice-diretor e diretor artístico da Escola de Música da UFRJ, destacou que a programação oferece oficinas instrumentais na Escola de Música da UFRJ entre os dias 21 e 25 de julho, com atividades pedagógicas para alunos de projetos sociais que provocaram grande demanda.

“Basicamente lotaram as oficinas. Estamos com quase 800 alunos inscritos para a semana”, revelou.

Para o diretor, além de promover a formação de público, a conferência tem capacidade de fomentar a mobilização do poder público em torno das bandas. “A gente está envolvendo muitos gestores públicos nessa conferência porque o Brasil é um país de bandas sinfônicas. A banda sinfônica é uma orquestra que não tem [instrumentos de] cordas. Temos muitas dessas agremiações no Brasil fazendo música de qualidade”, observa.

Operação Lei Seca promove ações educativas durante jogo do Brasil

China cria mecanismos financeiros na África para não depender de dólar

“Villa Lobos dizia que a banda é o verdadeiro conservatório de música do povo brasileiro”, destaca, lembrando o compositor, maestro, violoncelista, pianista e violonista brasileiro, Heitor Villa-Lobos.

O diretor avaliou que essa semana vai chamar muita atenção de gestores públicos para a importância das bandas de música, até mesmo para que elas passem a ser incluídas em editais de cultura, que ainda não contemplam recursos para esata categoria.

“Os editais preveem para todas as linhas de cultura, mas as bandas ficaram de fora. A gente está com um movimento de bandas ainda muito forte no Brasil e é o que alavanca o interior. Tem muitas cidades que a maior manifestação cultural é uma banda de música”, defendeu.

Parcerias

O festival é promovido com a UFRJ em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, Fundação Theatro Municipal do Rio, Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro (Funarj), Fundação Nacional de Artes (Funarte), Fundação de Artes de Niterói, e apoio da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), Centro Educacional da Serra dos Órgãos (Unifeso), da Marinha e do Exército do Brasil e Corpo de Bombeiros do Rio.

“Com essa junção de forças a gente conseguiu emplacar a candidatura do Rio e houve uma mobilização não só no Rio, mas no Brasil e na América Latina, pelo fato ser a primeira vez que a gente está fazendo a primeira conferência internacional de bandas sinfônicas na América Latina da Wasbe”, afirma o diretor executivo.

Segundo o professor Jardim, no Brasil existem 6 mil bandas de metais e percussão em atividade, com potencial de chegar a 10 mil, porque muitas estão inativas porque ainda não conseguiram retornar após a pandemia de covid-19.

As regiões sudeste e sul são as que concentram mais grupos. “Minas Gerais com mais de 800 bandas talvez seja o estado que tem maior número de bandas”, comentou.

Com Haaland “carrasco”, Noruega vence e Brasil deixa a Copa do Mundo

Por MRNews

O dia 5 de julho é daqueles que o torcedor brasileiro gostaria de riscar do calendário. A partir deste domingo (5), a data marcada pela traumática eliminação para a Itália de Paolo Rossi, na Copa do Mundo de 1982, na Espanha, é também a do adeus precoce ao sonho do hexa. A nova memória é a da derrota por 2 a 1 para a Noruega, em Nova Jersey (Estados Unidos), pelas oitavas de final.

O revés mantém dois incômodos tabus. Há 24 anos, desde que superou a Alemanha por 2 a 0 em Yokohama (Japão), na final da Copa de 2002, o Brasil não supera um rival europeu em uma partida eliminatória de Mundial. Além disso, a Noruega segue como único país que a seleção brasileira nunca venceu na história. Agora, são três derrotas e dois empates.

Grande estrela do time escandinavo, Erling Haaland foi, mais uma vez, decisivo. Autor do gol da classificação norueguesa diante de Costa do Marfim, na etapa anterior, o centroavante balançou as redes duas vezes no segundo tempo. O craque nórdico chegou a sete gols na Copa, igualando-se aos também atacantes Kylian Mbappé, da França, e Lionel Messi, da Argentina, na artilharia do Mundial.

Quatro em cada 10 brasileiros nunca ouviram falar em economia circular

Operação Lei Seca promove ações educativas durante jogo do Brasil

Futuro adversário da Noruega será conhecido ainda neste domingo, entre Inglaterra e México – REUTERS/Dylan Martinez/Proibida reprodução

Eliminado pela sexta vez seguida em uma fase eliminatória, o Brasil faz sua pior campanha em Copas desde 1990, quando também caiu nas oitavas de final – à ocasião para a Argentina de Diego Maradona. Daqui até 2030, a seleção canarinho completará 28 anos sem título mundial, o maior jejum desde a primeira conquista, em 1958, na Suécia.

O adversário da Noruega nas quartas de final será conhecido ainda neste domingo. A partir de 21h (horário de Brasília), o México pega a Inglaterra no Estádio Azteca. Quem passar no confronto da capital mexicana encara a seleção nórdica no próximo sábado (11), às 18h, em Miami (Estados Unidos).

China cria mecanismos financeiros na África para não depender de dólar

Previsão para Brasil x Noruega, “Vidente das Copas” acredita em vitória da Seleção e vaga nas quartas

Falta de efetividade

Como tinha dado a entender na entrevista coletiva do último sábado (4), Ancelotti escolheu Gabriel Martinelli para o lugar de Lucas Paquetá – fora devido a uma lesão no músculo posterior da coxa esquerda.

Do lado norueguês, o técnico Stale Solbakken fez uma mudança em relação ao time do triunfo por 2 a 1 sobre a Costa do Marfim, nos 16 avos de final. Recuperado de lesão, Julian Ryerson retornou à lateral direita, na vaga de Marcus Pedersen.

A Noruega iniciou a partida propondo o jogo e deu um grande susto à torcida brasileira aos dois minutos. O atacante Alexander Sorloth foi lançado pelo meia Martin Odegaard, às costas do lateral Douglas Santos, pela esquerda. Ele cruzou rasteiro e o volante Patrick Berg mandou para as redes. O gol, porém, foi anulado por impedimento de Sorloth.

Inicialmente acuado, o Brasil conseguiu responder aos nove minutos. Gabriel Martinelli acionou o também atacante Matheus Cunha na área. O camisa 9 foi derrubado pelo zagueiro Kristoffer Ajer. Após rever o lance no vídeo, o árbitro Ismail Elfath deu pênalti para o Brasil. O volante Bruno Guimarães cobrou, mas o chute à meia altura, sem tanta força, foi defendido pelo goleiro Orjan Nyland.
 

Haaland celebra o segundo gol que consagrou a vitória da seleção norueguesa – REUTERS/Dylan Martinez/Proibida reprodução

A seleção norueguesa trocava passes em busca de espaço na marcação do Brasil, que fechava os espaços, especialmente pelas laterais, para evitar o temido jogo aéreo adversário e contra-atacar em velocidade. Foi assim que, aos 23 minutos, Matheus Cunha disparou em direção ao gol. Perto da área, o camisa 9 poderia tocar na esquerda para o também atacante Vinícius Júnior, livre, mas optou pelo drible e se enrolou.

Sete minutos depois, Gabriel Martinelli recebeu de Vinícius Júnior pela esquerda, quase na linha de fundo, às costas de Ryerson. Ele bateu cruzado, e Nyland defendeu com a perna. No rebote pela direita, o atacante Rayan rolou para Danilo chutar, mas o lateral furou a finalização.

Aos 40, o Brasil desperdiçou nova chance. Desta vez, Vinícius Júnior recuperou a bola na saída da Noruega, na entrada da área, tabelou com Gabriel Martinelli e chutou forte, obrigando Nyland à outra defesa.

Apesar de assustar, a seleção canarinho também errava ao acelerar a saída de jogo, possibilitando aos noruegueses reconstruírem as jogadas com a defesa desarmada.

Nos acréscimos, o time escandinavo teve sua melhor chance. O atacante Erling Haaland disputou com Gabriel Magalhães na entrada da área e foi desarmado parcialmente pelo zagueiro. A sobra ficou com Odegaard, livre. O meia bateu e goleiro Alisson salvou.
 

Noruega celebra avanço para as quartas de final da Copa do Mundo 2026 – Reuters/Mike Segar/Proibida reprodução

Haaland é decisivo

O cenário da etapa inicial começou a se repetir na volta do intervalo, o que levou Ancelotti a mexer, com Matheus Cunha dando lugar a Endrick. Aos 13, um minuto após entrar em campo, o atacante foi lançado por Vinícius Júnior em contra-ataque e invadiu a área, mas perdeu a passada e o chute, frente a frente com o goleiro, saiu ruim, à direta da trave.

Seleção brasileira de Ancelotti é eliminada da Copa do Mundo de 2026 – Reuters/Caean Couto/Proibida reprodução

O Brasil chegou novamente aos 16 minutos, com Rayan chutando de dentro da área, após bola ajeitada de cabeça por Gabriel Magalhães, e parando em Nyland. E o goleiro norueguês voltou a salvar no ataque seguinte. Em jogada semelhante, Rayan escorou de cabeça e Bruno Guimarães chegou finalizando quase na marca do pênalti, para grande defesa do camisa 1. O lance, porém, foi anulado por impedimento.

Aos 22, logo depois de a Noruega assustar pela esquerda em chute cruzado que Haaland quase completou para o gol vazio, Ancelotti promoveu a esperada entrada de Neymar. O camisa 10 entrou na vaga de Rayan. O volante Danilo Santos, cotado para iniciar o jogo deste domingo, também foi a campo, substituindo Gabriel Martinelli. Mais adiante, aos 33, a última troca: Ederson no lugar de Bruno Guimarães.

As chances desperdiçadas ao longo da partida tiveram um preço. Aos 34, logo após a entrada de Ederson, o meia Andreas Schjelderup, uma das apostas do técnico Solbakken para o segundo tempo, passou por Danilo e cruzou para Haaland, que venceu Gabriel Magalhães pelo alto e, de cabeça, mandou para as redes.

Jogadores da seleção brasileira lamentam saída da equipe ainda nas oitavas de final do campeonato – Reuters/James Lang/proibida reprodução

Como se não bastasse, aos 44, o astro norueguês marcou mais um. Em novo contra-ataque, Haaland encarou a marcação e bateu rasteiro, forte, no canto esquerdo de Alisson.

No último lance dos acréscimos, o Brasil teve mais um pênalti a favor: uma cotovelada do zagueiro Leo Ostigard em Casemiro. Neymar bateu e marcou aquele que, possivelmente, foi o último gol dele em Copas. O sonho do hexa ficou para 2030.

Texto ampliado às 19h25

Previsão para Brasil x Noruega, “Vidente das Copas” acredita em vitória da Seleção e vaga nas quartas

Por MRNews

Previsão para Brasil x Noruega: “Vidente das Copas” acredita em vitória da Seleção e vaga nas quartas

A Seleção Brasileira entra em campo neste sábado (5) para enfrentar a Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Além da expectativa dos torcedores e das análises esportivas, uma previsão curiosa chamou atenção nas redes sociais: a chamada “Vidente das Copas” acredita que o Brasil sairá vitorioso e seguirá firme na busca pelo título mundial.

Segundo a previsão divulgada pela sensitiva, a equipe comandada pelo Brasil deve encontrar dificuldades durante a partida, mas terá força suficiente para superar a seleção norueguesa. A leitura espiritual aponta para um jogo equilibrado, com momentos de tensão, especialmente por conta da qualidade ofensiva da Noruega, que conta com jogadores de destaque no futebol europeu.

Brasil favorito, mas com desafios

A previsão reforça o que muitos especialistas esportivos vêm apontando. Embora o Brasil seja considerado favorito no confronto, a Noruega chega embalada por uma campanha consistente e possui atletas capazes de decidir partidas em jogadas individuais.

Quatro em cada 10 brasileiros nunca ouviram falar em economia circular

Operação Lei Seca promove ações educativas durante jogo do Brasil

O principal nome da equipe nórdica é o atacante Erling Haaland, um dos jogadores mais valorizados do futebol mundial. Sua presença aumenta o grau de dificuldade para a defesa brasileira, que precisará manter atenção durante os 90 minutos.

Ainda assim, a expectativa é de que o talento ofensivo brasileiro faça a diferença. Jogadores como Vinícius Júnior, Rodrygo e outros destaques da Seleção são apontados como peças fundamentais para garantir a classificação.

Torcida confiante

Nas redes sociais, a previsão da “Vidente das Copas” gerou grande repercussão entre os torcedores. Muitos demonstraram confiança em uma vitória brasileira, enquanto outros preferem manter os pés no chão e esperar o resultado dentro de campo.

Independentemente das previsões, o confronto promete fortes emoções e deve atrair a atenção de milhões de espectadores ao redor do mundo.

China cria mecanismos financeiros na África para não depender de dólar

Concerto de banda em igreja no Rio chama atenção para encontro mundial

Quando será Brasil x Noruega?

A partida entre Brasil e Noruega acontece neste sábado (5), válida pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Quem vencer avança para as quartas de final e segue sonhando com a conquista do título.

Para os torcedores brasileiros, a esperança é de que a Seleção confirme o favoritismo, avance de fase e mantenha vivo o sonho do hexacampeonato mundial.

Tags: Brasil x Noruega, Copa do Mundo 2026, previsão Brasil Noruega, Vidente das Copas, Seleção Brasileira, Haaland, oitavas de final, futebol, Copa do Mundo, Brasil nas quartas.

China cria mecanismos financeiros na África para não depender de dólar

Por MRNews

A China vem ampliando a infraestrutura financeira na África para não depender do dólar, o que permite comercializar bens e serviços por meio das moedas africanas e da chinesa, o yuan. 

Apesar das mudanças, o uso yuan (ou renminbi) ainda é minoritário no continente e a chamada desdolarização segue fora do horizonte, mesmo para as autoridades de Pequim.

No fim de junho, o Banco Central da China autorizou o pagamento com yuan diretamente no banco Standard Bank, maior grupo bancário do continente com sede na África do Sul, em uma parceria com o Banco Industrial e Comercial da China (ICBC).

Quatro em cada 10 brasileiros nunca ouviram falar em economia circular

Operação Lei Seca promove ações educativas durante jogo do Brasil

“[A parceria] nos coloca em uma posição única para lidar com renminbi chinês (RMB), permitindo que as empresas façam e recebam pagamentos em RMB para liquidações comerciais, viabilizando o comércio entre a África e a China”, diz comunicado do Standard Bank, presente em 21 países africanos.

Atualmente, a China é a principal parceira comercial da África. Entre 2000 e 2024, o crescimento médio do comércio entre o continente e a China foi de 14%, ao ano, segundo a Administração Geral de Alfândegas (GAC) da China. 

Em 1º de maio, a China decidiu isentar taxas de importações de produtos africanos, o que deve reforçar o comércio entre o gigante asiático e a África.

Yuan ainda é minoritário

O analista geopolítico Marco Fernandes, do Conselho Popular do Brics, disse que o avanço do yuan na África ainda é tímido, mas destacou que a China vem construindo uma infraestrutura capaz de comercializar no continente sem precisar usar o dólar.

Previsão para Brasil x Noruega, “Vidente das Copas” acredita em vitória da Seleção e vaga nas quartas

Concerto de banda em igreja no Rio chama atenção para encontro mundial

“Isso é um começo. A China tem feito uma série de iniciativas, como essas, no mundo inteiro para poder comercializar sem o dólar. Mas o montante negociado em yuan é ainda irrelevante considerando o tamanho da economia global. É como se eles estivessem construindo os trilhos para o trem bala chinês passar no futuro”, comentou.

O analista do portal Brasil de Fato acrescentou que as commodities de energia e alimentos, em sua maioria, ainda são negociadas em dólares no mundo todo.

“O yuan é hoje a quinta moeda de comércio mundial com cerca de 8,5% das transações globais, ou seja, muito pouco ainda. Mas está crescendo se você comparar com três, cinco ou dez anos atrás”, disse Marco Fernandes.

A hegemonia do dólar

Uma das agendas do Brics, grupos de países do Sul Global que inclui Brasil, China, Índia, África do Sul, entre outros, tem sido a “desdolarização” da economia mundial uma vez que o uso do dólar como moeda do mercado internacional concede vantagens econômicas e políticas aos Estados Unidos (EUA). 

A agenda de “desdolarização” da economia mundial é, por sua vez, atacada pelo presidente Donald Trump, que promete lutar para manter a hegemonia da moeda dos EUA no mundo. 

China hesita em impulsionar yuan

O também editor da revista Wenhua Zongheng International, Marco Fernandes, destaca, por outro lado, que a China não tem interesse em uma desdolarização imediata, entre outros motivos, por ter muitas reservas ainda em dólar. Além disso, Pequim tenta manter o valor da sua moeda para preservar a competitividade das exportações chinesas.

Outro problema é que a China evita abrir sua conta de capitais, medida apontada como necessária para internacionalização do yuan, a fim de não expor o sistema financeiro chinês às turbulências da especulação global. A conta de capitais representa a movimentação de recursos que entram e saem do país.

“Uma rápida desvalorização do dólar significaria um prejuízo muito grande, tanto para o Estado chinês, quanto para as empresas chinesas. É preciso que esse processo de desdolarização seja lento, gradual e seguro”, afirmou Marco Fernandes.

Alternativa ao dólar

O economista brasileiro Paulo Nogueira Batista Jr., ex-vice-presidente do banco do Brics, publicou, em junho deste ano, artigo com proposta para uma nova moeda de reserva para o comércio internacional.

Nogueira reconhece que a rede de pagamentos do Banco Popular da China (PBOC), que envolve mais de 40 bancos centrais, amplia o papel da moeda chinesa nas operações de liquidação do comércio internacional.

Porém, o especialista destaca que a substituição do dólar pelo yuan ainda não interessa à economia chinesa e propõe, no lugar, a criação de uma moeda própria para o comércio global formada por uma “cesta” de moedas dos países do Sul Global.

“A criação de uma nova unidade de conta por um grupo de países do Brics (não necessariamente todos) e outras nações do Sul Global. Em determinado momento, a unidade de conta seria convertida em uma nova moeda, preservando os mesmos pesos”, escreveu Paulo Nogueira no Valdai Discussion Club, centro de estudos sediado em Moscou.

Para o analista geopolítico Marco Fernandes, a desdolarização da economia é importante para trazer mais justiça para economia mundial, além de servir para reduzir o poder político e econômico dos EUA que, por meio de sanções e embargos financeiros, conseguem submeter outras nações aos interesses de Washington.

“Por causa da hegemonia do dólar, toda vez que o Banco Central dos EUA sobe os juros, há uma desvalorização das moedas dos países pobres. Isso significa que as importações ficam mais caras. Trigo, arroz, milho e outros alimentos ficam mais caros. Uma pequena variação pode significar a fome, ou mesmo a morte, de milhares de pessoas”, concluiu.

Quatro em cada 10 brasileiros nunca ouviram falar em economia circular

Por MRNews

Quatro em cada dez brasileiros (39%) nunca ouviram falar sobre o conceito de economia circular. Os dados constam de uma pesquisa encomendada pelo Movimento Plástico Transforma ao QualiBest, e mostram ainda que, embora o tema já tenha chegado a 57% da população, isso ocorreu de forma superficial.

Baseada na gestão de recursos, a economia circular reutiliza, recupera e reinsere recursos no ciclo produtivo. É uma alternativa ao modelo produtivo linear, em que os recursos cumprem uma única etapa de uso e são descartados.

Desse total de 57% que afirmou já ter ouvido falar no conceito, apenas 12% declarou conhecer bem, e outros 45% afirmou já ter ouvido falar em economia circular, mas não conhecer detalhes.

Operação Lei Seca promove ações educativas durante jogo do Brasil

China cria mecanismos financeiros na África para não depender de dólar

“Isso é um ponto que ainda precisa ser trabalhado, porque não adianta nada você conhecer se você não tem um aprofundamento do tema, e isso que a gente precisa tentar trabalhar”, afirma Beatriz Geraldes, integrante do grupo técnico do Movimento Plástico Transforma.

Para Beatriz, iniciativas para a ampliação do conhecimento sobre temas mais desafiadores, como a economia circular, devem partir de escolas, governos, empresas e organizações sociais, em um esforço focado em crianças e adolescentes.  

“A gente entende que eles são os nossos principais vetores de comunicação com suas famílias, com a comunidade do entorno. Então isso é superimportante para poder fazê-los entender e para levarem esse exemplo para casa.”

A pesquisa Reciclagem no Brasil: Hábitos, Desafios e Percepções da População ouviu 834 pessoas a partir de 18 anos, entre 30 de abril e 08 de maio de 2026. Os dados também foram comparados à primeira edição do estudo, realizada em 2025.

Previsão para Brasil x Noruega, “Vidente das Copas” acredita em vitória da Seleção e vaga nas quartas

Concerto de banda em igreja no Rio chama atenção para encontro mundial

Grande parte dos entrevistados (74%) declarou ter disposição para mudar hábitos de consumo com o objetivo de gerar menos resíduo. Enquanto 3% declarou que talvez mudaria, outros 23% afirmou não ter disposição para promover essa mudança.

De forma geral, os pesquisados consideraram a reciclagem de produtos uma responsabilidade compartilhada atribuída principalmente à população (78%), governo (63%) e empresas (55%).

Na comparação com a pesquisa de 2025, a responsabilização da população cresceu três pontos percentuais, já a cobrança por atuação do governo e empresas cresceram respectivamente quatro e seis pontos percentuais.

As escolas também foram responsabilizadas por 35% dos entrevistados, assim como 30% considerou a reciclagem responsabilidade de organização não governamentais (ONGs) e 3% atribuiu a outros setores.

Devolução

A logística reversa, prática de devolver ao fabricante um produto após o fim de seu ciclo para reinserção na cadeia produtiva, também foi abordada no estudo. A maioria dos entrevistados, 42% afirmou já ter devolvido ao menos uma vez algum produto. Desses, 14% afirmaram fazer com frequência.

A pesquisa indicou que 55% das pessoas têm acesso à coleta seletiva em casa ou na rua. E 11% separam os resíduos, mas não levam aos pontos de coleta. Desse grupo, 63% entregam reciclável e orgânico juntos ao caminhão de coleta e 36% entregam o material separado aos catadores.

A confiança da população brasileira sobre a reciclagem dos resíduos separados é alta, demonstra a pesquisa. Mais da metade (54%) declarou acreditar que os resíduos separados são efetivamente reciclados. Apenas 6% não confiam no processo.

Na avaliação da gerente de pesquisa do Instituto QualiBest, Marlene Treuk, os dados do levantamento mostram, de forma geral, que embora o conhecimento precise ser aprofundado, já há uma transformação na prática.

“Existe uma percepção clara sobre a importância da reciclagem e uma disposição crescente para adotar comportamentos mais sustentáveis.”

 

Operação Lei Seca promove ações educativas durante jogo do Brasil

Por MRNews

A Operação Lei Seca ampliou as ações de educação para o trânsito e de fiscalização, neste domingo (5), que vão ocorrer durante o jogo da seleção brasileira contra a Noruega na Copa do Mundo.

Os agentes estarão na capital e na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O reforço é em consequência da “expectativa de aumento na circulação de pessoas para acompanhar a partida”.

A FIFA Fan Fest, em Copacabana; a Festa do Alzirão, na Tijuca; e o Festival Cerveja Rio, no Aterro do Flamengo, receberão três equipes de educação para o trânsito. Enquanto as ações estiverem sendo feitas, os agentes distribuirão materiais informativos e serão promovidas ações de conscientização sobre os riscos da combinação de álcool com direção.

China cria mecanismos financeiros na África para não depender de dólar

Previsão para Brasil x Noruega, “Vidente das Copas” acredita em vitória da Seleção e vaga nas quartas

Cerca de 10 equipes de fiscalização estão mobilizadas em diferentes pontos da capital, da Região Metropolitana e do interior do Estado. O esquema faz parte do planejamento da Operação Lei Seca em datas de grande movimentação de pessoas. A intenção é prevenir a combinação de álcool e direção, para que a mobilização de torcedores possa ocorrer com um trânsito mais seguro.

“A Operação Lei Seca orienta os motoristas a planejarem o deslocamento com antecedência e, caso consumam bebida alcoólica, optem por transporte por aplicativo, táxi, transporte público ou por um motorista que não tenha ingerido álcool”, informou em nota.  

Casa de Cultura recebe exposição inédita a partir de 10 de julho – CGNotícias

A Casa de Cultura abre no dia 10 de julho, às 18h30, a exposição Cartografias do Atravessamento, primeira mostra individual do artista Renan Reis em Campo Grande. Com entrada gratuita e classificação livre, a exposição poderá ser visitada até 21 de agosto.

A mostra transforma a galeria em um percurso imersivo que apresenta diferentes etapas do processo criativo do artista. Na primeira sala, o público terá contato com estudos, experimentações e pesquisas que revelam a construção de sua linguagem artística, reunindo técnicas como bordado, colagem e intervenções que dialogam com a tecnologia.

No centro da exposição, um grande coração funciona como elemento de passagem entre os ambientes. A obra convida os visitantes a atravessarem o espaço de forma interativa ou contemplativa, simbolizando a transição entre os processos criativos e o universo poético do artista.

Por meio de diferentes suportes e linguagens, Cartografias do Atravessamento propõe reflexões sobre memória, afeto, matéria e as transformações provocadas pelos encontros e pelas relações humanas.

A abertura será realizada no dia 10 de julho, das 18h30 às 21h, na Casa de Cultura, localizada na Avenida Afonso Pena, nº 2.270, Centro.

Serviço

Exposição: Cartografias do Atravessamento
Artista: Renan Reis
Abertura: 10 de julho, das 18h30 às 21h
Visitação: até 21 de agosto
Local: Casa de Cultura – Avenida Afonso Pena, nº 2.270, Centro
Entrada: Gratuita
Classificação: Livre

Concerto de banda em igreja no Rio chama atenção para encontro mundial

Por MRNews

A Rio Brass Band é uma das bandas que vão participar da 21ª edição da Conferência Internacional da World Association for Symphonic Bands and Ensembles (WASBE) – ou Associação Mundial de Bandas e Conjuntos Sinfônicos, em português, Rio 2026. O festival vai reunir músicos de vários países entre os dias 20 e 25 de julho, no Rio de Janeiro, e dia 26 em Niterói.

Para abrir os caminhos da Conferência, a Rio Brass Band fez um concerto na quinta-feira (1º), na Igreja de São Francisco de Paula, no Largo de São Francisco de Paula, centro da cidade, espaço considerado pelo professor Marcelo Jardim, diretor executivo do Comitê Organizador Local da WASBE Rio 2026 e vice-diretor e diretor artístico da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), como uma das igrejas com melhor acústica no Rio.

“É uma sonoridade única poder assistir um concerto nessa igreja com grupos como o Rio Brass Band”, comentou à Agência Brasil, acrescentando que a Igreja São Francisco de Paula alia a beleza do espaço à aceitação da administração do local em permitir o desenvolvimento de uma ação musical cultural no seu interior e ao som muito especial.

Rio de Janeiro sedia encontro mundial de bandas sinfônicas em julho

Internado, cacique Raoni tem saúde estável e respira sem aparelhos

O concerto marcou o quarto aniversário da Rio Brass Band e teve a regência do maestro Elias Campos, que chamou atenção para a formação deste tipo de banda, segundo ele, bem específica, com apenas instrumentos de metais e percussão. A Rio Brass Band, conforme contou, é a única com esta formação no Rio.

“É uma banda formada praticamente só por solistas, cada instrumentista é um solista. O que na orquestra os metais funcionam como instrumentos coadjuvantes, prestando apoio para as cordas, na Brass Band assume protagonismo incrível”, explica à Agência Brasil.

“É uma sonoridade que toca ao coração porque os instrumentos de metais são feitos em formato cônico e não agridem por mais que na música tenha um ponto forte. Soam como verdadeiros corais e isso mexe com a emoção, como os antigos corais renascentistas”, analisa o maestro.

Repertório

O concerto teve um repertório especialmente escolhido para a Igreja de São Francisco de Paula. “O público desfrutou de um momento histórico por conta de ser o pontapé da WASBE, mas, ao mesmo tempo, de um repertório feito para tocar neste ambiente que é a igreja”, detalha.

“Um Defeito de Cor não é uma contra-história”, diz Ana Maria Gonçalves

Atriz chilena Paulina Garcia será a homenageada no Bonito Cinesur

O maestro dá como exemplo do repertório a música Horizon, de Paul Lovatt-Cooper. “Ela é uma música que divide a Brass Band em dois corais diferentes e esses corais tocam um de cada lado da igreja”, pontuou.

Criação

Ao criar a Rio Brass Band em 2022, o 3º sargento do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, Kenneth Anderson Gomes de Araújo, que também é diretor musical do grupo onde toca eufônio, popularmente conhecido como bombardino, tinha na lembrança as bandas de metais da Europa e do seu berço musical que são as bandas marciais de Pernambuco, onde nasceu.

Ao chegar ao Rio de Janeiro, após ingressar na banda sinfônica dos Fuzileiros Navais, deixou de tocar em grupos de metais e percussão. O passado de participação em uma banda marcial que virou um grupo de metal em Pernambuco provocava o desejo de ter, na cidade, uma banda profissional. Conseguiu, depois passar em um outro concurso e de ser transferido para banda sinfônica do Corpo de Bombeiros do Rio.

“No coração havia a vontade de ativar um grupo não mais de escola, mas profissional e trazer pela primeira vez aqui para o Rio de Janeiro uma Brass Band brasileira, pegar a tradição europeia que explora o que os metais podem fazer e dessa vez com músicas brasileiras também”, conta em entrevista à Agência Brasil.

Kenneth acrescenta que desde o início a banda tem integrantes dos Fuzileiros e dos Bombeiros, que são muito comprometidos com o grupo. “Gosto muito de uma palavra que o maestro Elias fala: nós somos um ato de resistência musical”, ressalta, destacando que mesmo em dias de jogos do Brasil, os músicos se reuniram e ensaiaram para o concerto da Igreja de São Francisco de Paula.

“É um amor muito grande à música”, pontuou.

Entusiasmado, Kenneth Anderson conta que há compositores brasileiros que estão compondo músicas para este tipo de formação de banda. “Abriu oportunidade para compositores brasileiros como Gilson Santos, Jessé Souza e Hugo Rosa, que estão compondo músicas especialmente para Brass Band. Já tem umas que a gente estreou. Eles têm colaborado muito”, comenta.

O músico conta que que depois da banda criada no Rio surgiram outras três em São Paulo, Manaus e Curitiba.

Campo Grande debate o futuro da saúde pública na 10ª Conferência Municipal – CGNotícias

Mais do que um espaço de debates, a 10ª Conferência Municipal de Saúde reafirmou um princípio que sustenta o Sistema Único de Saúde: ouvir quem vive a saúde pública todos os dias. Durante os dias 3 e 4 de julho, usuários, trabalhadores, gestores, prestadores de serviço e representantes da sociedade civil se reuniram para discutir prioridades, construir propostas e definir diretrizes que vão orientar as políticas públicas de saúde de Campo Grande nos próximos anos.

Promovida pela Prefeitura de Campo Grande, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), em parceria com o Conselho Municipal de Saúde, a conferência teve como tema “Saúde, Democracia, Soberania e SUS: Cuidar do Povo é Cuidar do Brasil” e deu continuidade ao processo participativo iniciado nas Conferências Distritais realizadas em junho nos Distritos Sanitários Centro-Prosa, Bandeira, Segredo, Imbirussu, Lagoa e Anhanduizinho.

Ao destacar o papel da Atenção Primária da Sesau nesse processo, a superintendente Ana Paula Resende afirmou que a participação da população é determinante para que as decisões reflitam as necessidades reais da cidade.

“As melhores políticas públicas são construídas quando ouvimos quem utiliza os serviços, quem trabalha diariamente no SUS e quem vivencia a realidade dos territórios”, ressaltou.

As propostas aprovadas durante a conferência poderão subsidiar o planejamento da saúde no mnicípio e ainda seguir para as etapas estadual e nacional das Conferências de Saúde, ampliando a possibilidade de que demandas construídas em Campo Grande contribuam para o fortalecimento do SUS em todo o país.

A superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Veruska Lhado, reforçou que a conferência é um espaço legítimo de participação e controle social. “É um espaço de compartilhamento de informações e de busca de melhores estratégias para a saúde municipal e para a melhoria da nossa qualidade de vida.”

Construção coletiva

Ao longo dos dois dias, os participantes discutiram temas estratégicos como o fortalecimento da participação social, o financiamento adequado e sustentável do SUS, os impactos das mudanças climáticas na saúde, a justiça socioambiental e o aperfeiçoamento dos modelos de atenção e do cuidado integral.

Para que esse processo acontecesse de forma organizada e acessível, a estrutura do evento envolveu desde o credenciamento e acolhimento dos participantes até ações de acessibilidade e cerimonial.

Sandra Valdivino dos Santos Silva, assessora técnica de Apoio ao Controle Social do Conselho Municipal de Saúde, destacou que o encontro reúne diferentes segmentos da sociedade em torno de um objetivo comum.

“A cada quatro anos nós reunimos usuários, trabalhadores e gestores para discutir propostas que ajudam a orientar a aplicação dos recursos e o planejamento da Saúde Pública”, explicou.

Entre os delegados, o sentimento era de que o diálogo coletivo fortalece as decisões. Representando a região das Moreninhas, Eduardo Menezes ressaltou a importância das discussões.

“A gente consegue discutir aqui, e debater propostas. É importante não só para a Saúde Pública da cidade de Campo Grande, como também, para o nosso Estado, ouvindo várias ideias para chegar ao denominador comum, promovendo uma saúde igualitária”, disse.

A delegada Estela Scandola, integrante da Rede Feminista de Saúde há mais de 20 anos, lembrou que a participação popular faz parte da própria história do SUS. “Só existe SUS porque tem democracia, e só tem democracia quando existe um SUS forte, verdadeiro e com participação da população.”

Na avaliação do coordenador da conferência, Jader Vasconcelos, a expressiva participação dos diferentes segmentos demonstrou a força do controle social na construção das políticas públicas.

“Tivemos uma participação expressiva, muitos elogios à organização e, acima de tudo, um espaço muito importante de debate, escuta e diálogo sobre os caminhos da saúde pública em Campo Grande. A Conferência fortalece o controle social e permite que usuários, trabalhadores, gestores e prestadores contribuam de forma coletiva para a construção de um SUS cada vez melhor”, afirmou o diretor-presidente do Conselho Municipal de Saúde.