A reurbanização do Centro Histórico de João Pessoa é uma das metas estabelecidas pela gestão do prefeito Leo Bezerra. Por isso, atualmente existem quatro grandes empreendimentos em andamento, todos no setor habitacional, o que garantiu à Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Habitação Social (Semhab), mais um Prêmio ‘Selo de Mérito’, concedido pela Associação Brasileira de Cohabs e pelo Fórum Nacional de Secretarias de Habitação e Desenvolvimento Urbano (FNSHDU).
São dois projetos no Ponto de Cem Réis, com a restauração dos prédios do antigo Ipase (Residencial Antônio Júnior) e o Residencial das Nações Unidas; a construção do Residencial Rio Sanhauá, na Praça da Socic, no Varadouro; e a revitalização da Comunidade Porto do Capim, por meio do Projeto Periferia Viva, em parceria com o Governo Federal.
“João Pessoa é a terceira capital mais antiga do Brasil, por isso existe uma preocupação do prefeito Leo Bezerra em revitalizar e urbanizar o Centro Histórico, devolvendo a vida a uma região da cidade que passava por um processo de evasão”, afirmou a secretária de Habitação Social da Capital, Socorro Gadelha, acrescentando que “a proposta da Prefeitura é ousada e encara um problema que existe em todas as capitais do Brasil, pois entendemos que, levando as famílias para viver no Centro Histórico, vamos preservar as atividades comerciais e atrair novos negócios. Os projetos conciliam a construção de moradias e áreas comerciais, como acontece nos residenciais Antônio Júnior e Nações Unidas, onde a parte inferior dos prédios está reservada à atividade comercial”, revelou.
A secretária ressaltou que o projeto de revitalização e ocupação do Centro Histórico de João Pessoa passa a ser uma referência nacional ao receber o Prêmio ‘Selo de Mérito’, da ABC, cuja entrega vai acontecer no final do mês de novembro, em Brasília (DF), durante o 74º Fórum Nacional de Habitação de Interesse Social. Ela lembrou que se trata do prêmio mais importante do Brasil no setor habitacional, mostrando também que a proposta da Prefeitura de João Pessoa é viável e pode reverter a evasão, que é um problema de todas as cidades em processo de expansão no Brasil e no mundo.
“O tempo passou e novos espaços foram surgindo, e a cidade vivenciou um processo de acomodação. Por isso, muitas atividades comerciais que ficavam na região do Centro se deslocaram para os bairros. Trazendo de volta a moradia para essa região da cidade, novos negócios vão surgir e quem já trabalha no Centro não vai precisar sair”, comentou.
Socorro Gadelha adiantou que a Prefeitura já desapropriou mais um prédio antigo na região do Ponto de Cem Réis, vizinho ao Residencial das Nações Unidas (antiga Saelpa), cujo projeto de reforma e revitalização para transformá-lo em moradia já está em fase de planejamento. Ela declarou que as obras são acompanhadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), para preservar as características originais do patrimônio arquitetônico da cidade.
Os residenciais – Os projetos dos residenciais Antônio Júnior e das Nações Unidas são obras do programa Minha Casa, Minha Vida – Entidades, e, dentro dessa mesma modalidade, já está em andamento o projeto do Residencial Nascente do Sanhauá, que será construído no prédio da antiga fábrica de refrigerantes, na Rua da República, com 50 moradias.
Outro empreendimento é o Residencial Rio Sanhauá, que está sendo construído na Praça da Socic, no bairro do Varadouro, para abrigar 108 famílias que hoje vivem em áreas insalubres na beira do mangue, na região do Porto do Capim, mas que serão transferidas para um residencial moderno, com toda a infraestrutura necessária para garantir mais conforto e qualidade de vida.
“Nessa região da cidade, a Prefeitura de João Pessoa também tem o projeto da Comunidade do ‘S’, com a construção de três residenciais e a reurbanização no Roger. O Residencial ‘S’ I, com 192 apartamentos, está com as obras bem adiantadas”, acrescentou.
Também existe o projeto de revitalização e urbanização do Porto do Capim, que faz parte do Programa Periferia Viva, do Governo Federal, por meio do Ministério das Cidades, e vai beneficiar mais de 500 famílias e diversos pontos comerciais. “Nesse projeto, a Prefeitura vai melhorar a infraestrutura do bairro sem retirar as famílias do local onde elas já vivem há muitos anos, respeitando o pertencimento dessas pessoas, pois elas construíram suas vidas ali, nasceram, cresceram e constituíram família e têm todo o direito de continuar morando no local que escolheram para viver”, concluiu a secretária.