Republicanos lança candidatura de Tarcísio ao governo de São Paulo 

Por MRNews

O Partido Republicanos confirmou, neste sábado (1), durante convenção na capital paulista, a candidatura de Tarcísio de Freitas para reeleição no cargo de governador do estado de São Paulo, com Felício Ramuth (MDB) como vice-governador na chapa. 

O partido faz coligação no estado com MDB, PL, PSD, União Brasil, PP, Podemos, PSDB, Cidadania, Solidariedade, PRD, Avante e Novo. Outras candidaturas aprovadas na convenção foram as de André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP), ambos para o Senado, além de deputados federais e estaduais.

Em seu discurso, Tarcísio agradeceu à esposa, Cristiane Freitas, lembrou da batalha contra o câncer e destacou o início da carreira política ao lado de Jair Bolsonaro.

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“Aprendi que servir é o único motivo para ocupar o cargo que ocupo. Essa é a essência da política, é isso que faz sentido. Foi com essa noção que assumi o meu mandato de São Paulo e decidi desde o primeiro dia, que isso seria um marco”, completou. 

O candidato à presidência da República pelo PL (Partido Liberal), Flávio Bolsonaro, esteve presente. 

Perfil 

Tarcísio de Freitas tem 51 anos, é engenheiro civil e nasceu no Rio de Janeiro. Antes de ocupar a cadeira de governador de São Paulo, foi ministro da Infraestrutura do governo de Jair Bolsonaro e atuou como secretário da Coordenação de Projetos da Secretaria Especial do Programa de Parceria de Investimentos (PPI), sendo responsável pelo programa de privatizações, concessões e desestatizações. 

Foi também diretor executivo do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e coordenador-geral de auditoria da área de transportes Na Controladoria-Geral da União, além de consultor legislativo da Câmara dos Deputados. 

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Leo Bezerra destaca que João Pessoa é referência nacional em tecnologia durante Torneio Pessoense de Robótica

“Nosso projeto consiste no desenvolvimento de um dispositivo voltado para a preservação da mata ciliar situada em áreas urbanas. Criamos um robô equipado com sensores que, ao detectar o aumento do nível da água durante períodos de chuva intensa, envia um alerta automático à Defesa Civil”. O relato é do estudante Arthur Bento, da Escola Municipal Cícero Leite, e resume bem o ensino da rede municipal de João Pessoa: consciência, tecnologia e educação caminhando juntas, como destacou o prefeito Leo Bezerra durante o Torneio Pessoense de Robótica.

O evento, que acontece neste sábado (1º) e domingo (2), no Centro Municipal de Educação de Atividades Pedagógicas Integradas Arthur da Costa Freire (Cemapi), em Mangabeira, reúne mais de 700 estudantes da rede municipal, que apresentam projetos desenvolvidos a partir de desafios reais enfrentados pela sociedade, colocando em prática conhecimentos de programação, robótica, inovação e sustentabilidade.

Durante a abertura do torneio, o prefeito Leo Bezerra visitou todos os estandes montados no Cemapi, conheceu de perto os projetos desenvolvidos pelos estudantes e também passou pelo espaço de games, uma das atrações do evento. Durante a visita, o gestor conversou com as equipes, ouviu as explicações sobre as iniciativas apresentadas, parabenizou os alunos pelo alto nível da competição e destacou a educação municipal entre as melhores do Brasil.

“Temos a melhor educação pública, com professores valorizados e recebendo a maior remuneração com gratificação do Brasil. A tecnologia está presente em toda a nossa rede, com o ensino da robótica, e também estamos implantando as salas Google e Maker, que estão fazendo a diferença na vida dos nossos alunos. Essa competição é a prova de que estamos no caminho certo e somos referência em tecnologia para todo o País”, ressaltou Leo Bezerra.

Tecnologia e aprendizado – Mais do que uma competição, o Torneio Pessoense de Robótica se consolida como um espaço de aprendizado, criatividade e protagonismo estudantil, incentivando crianças e adolescentes a desenvolverem soluções inovadoras para problemas do cotidiano, aliando tecnologia, responsabilidade social e compromisso com o meio ambiente.

A secretária municipal de Educação e Cultura (Sedec), América Castro, informou que a competição representa uma oportunidade valiosa para promover uma disputa saudável e inspiradora entre todas as nossas escolas de ensino fundamental, que participam ativamente da programação ao longo desses dois dias.

“Trata-se de um momento de estímulo à criatividade e ao letramento digital. Complementarmente, já disponibilizamos recursos como o ‘Code’, salas Google e salas Maker, estruturas que visam aprimorar o desempenho dos estudantes, permitindo que desenvolvam suas competências e se aperfeiçoem continuamente através do aprendizado tecnológico”, destacou a secretária.

Qualificação para maior competição do mundo – O Torneio Pessoense de Robótica classifica os participantes para a etapa nacional da First Lego League (FLL), a maior competição de robótica do mundo. O evento transcende a tecnologia, englobando também o pensamento científico: os estudantes desenvolvem e defendem projetos de pesquisa perante uma banca de jurados.

“Além disso, há a fase prática na arena, que exige a execução de desafios específicos com os robôs, e a avaliação que prioriza o trabalho em equipe, a ética e a cidadania. Portanto, essa iniciativa não se limita a uma disputa técnica: trata-se de um processo de formação de cidadãos capazes de solucionar problemas complexos, preparando-os adequadamente para as demandas do século XXI”, explicou Diego Araújo, diretor de Tecnologia da Secretaria Municipal de Educação (Sedec).

Geração do futuro – Voltando ao aluno que iniciamos essa reportagem, o projeto desenvolvido por Arthur Bento nasceu da observação dos impactos causados pelas fortes chuvas e pelo descarte irregular de lixo nos rios urbanos. “A proposta utiliza sensores para monitorar o nível da água e emitir alertas automáticos à Defesa Civil em situações de risco, além de reforçar a importância da preservação da mata ciliar, do descarte correto de resíduos e do uso consciente da água”, refletiu o estudante do 6⁰ ano da Escola Municipal Cícero Leite, no Planalto da Boa Esperança.

Obras de manutenção tapam 6,3 mil buracos na região urbana  – CGNotícias

Motoristas e pedestres que circulam pela região leste de Campo Grande já encontram vias niveladas e rotas mais seguras. Uma força-tarefa de infraestrutura fechou mais de 6,3 mil buracos nas Vilas Carlota e Albuquerque, aplicando aproximadamente 800 toneladas de massa asfáltica para recuperar o pavimento. 

A operação, executada por equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), restaurou 10.862 metros quadrados de ruas e avenidas. O cronograma de trabalho alcançou áreas estritamente residenciais e corredores de fluxo intenso. Além dos dois bairros centrais da ação, as máquinas passaram por trechos das Vilas Ieda e Olinda, englobando também a movimentada Avenida Gury Marques. 

“Nosso compromisso é estar presente nos bairros, ouvindo a população e levando soluções para quem utiliza as ruas todos os dias. Estamos intensificando as frentes de manutenção para garantir mais segurança, melhorar a mobilidade e proporcionar mais qualidade de vida para os campo-grandenses”, destaca a prefeita Adriane Lopes. 

Critérios de manutenção 

As frentes de serviço integram o programa Vira CG Infraestrutura. A definição dos locais beneficiados obedece a critérios técnicos elaborados pelas equipes de engenharia do município, priorizando sempre os trechos com maior grau de desgaste. O foco principal é devolver a fluidez ao trânsito e eliminar riscos de acidentes e avarias nos veículos. 

A manutenção da malha viária é uma ação contínua na capital. Outras regiões da cidade também contam com equipes trabalhando diariamente na recuperação do asfalto, organizando a estrutura urbana para suportar o crescimento do fluxo de veículos nos bairros. 

Os moradores de Campo Grande podem solicitar serviços de manutenção viária e tapa-buracos para os seus bairros diretamente pelos canais oficiais de atendimento da Prefeitura, como a central telefônica 156 (Fala CG) ou pelo aplicativo +CG. 

#PraTodosVerem: A imagem mostra equipes atuando na operação tapa-buraco

Procon-RJ orienta sobre danos em aparelhos por falta de luz

Por MRNews

Os consumidores que tiveram prejuízos após a falta de energia provocada pelos fortes ventos registrados no estado do Rio de Janeiro, na última quarta-feira (29), estão sendo orientados pela Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (Sedcon) e o Procon.

Equipamentos danificados, alimentos perdidos por falta de refrigeração e outros prejuízos podem ser ressarcidos, conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor e na regulamentação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

É importante que o consumidor reúna provas dos prejuízos e siga os procedimentos adequados para solicitar eventual ressarcimento junto à concessionária responsável pelo fornecimento de energia.

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Caso um aparelho tenha sido danificado em razão da interrupção ou oscilação no fornecimento de energia, o consumidor deve registrar o pedido de ressarcimento junto à concessionária de energia, além de informar a data e o horário aproximado da ocorrência.

O consumidor deve identificar o equipamento danificado, informando marca, modelo e tempo de uso, se possível. Não descartar ou consertar o aparelho antes da análise da concessionária, salvo se houver autorização ou necessidade comprovada e guardar protocolos de atendimento, notas fiscais, laudos técnicos, orçamentos e demais documentos que possam comprovar o dano.

De acordo com a regulamentação da Aneel, o consumidor que sofrer danos em equipamentos em decorrência de falhas no fornecimento de energia elétrica pode solicitar ressarcimento diretamente à distribuidora responsável.

O consumidor tem até cinco anos para solicitar o ressarcimento. Após o registro do pedido, a concessionária deve realizar a verificação do equipamento em até um dia útil, quando se tratar de aparelhos utilizados para conservar alimentos perecíveis ou medicamentos, como geladeiras e freezers, e em até 10 dias para os demais equipamentos.

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 Concluída a análise, a distribuidora deve informar o resultado ao consumidor em até 15 dias, quando a solicitação for feita nos primeiros 90 dias após o dano, ou em até 30 dias, nos demais casos. Caso o pedido seja aceito, o ressarcimento deverá ser realizado em até 20 dias, por meio de conserto, substituição do equipamento ou pagamento da indenização.

A Sedcon  e o Procon-RJ reforçam que consumidores que enfrentarem dificuldades para exercer seus direitos podem procurar os canais oficiais de atendimento do órgão para registrar reclamações e receber orientação sobre os procedimentos cabíveis.

Falta de luz 

No terceiro dia após o vendaval que atingiu o Rio, pouco menos de 40 mil clientes da concessionária Light continuavam sem energia.  Na quarta-feira (29), primeiro dia da ventania que atingiu mais de 105 km/h, no Aeroporto Internacional do Galeão, zona norte da cidade, aproximadamente 1,1 milhão de consumidores ficaram sem energia.

“Mais de 2 mil profissionais trabalham para reduzir número de clientes impactados pelo vendaval. As principais ocorrências de reconstrução da rede elétrica estão sendo executadas na Baixada Fluminense e zona oeste do Rio”, disse o superintendente da Light, Bruno Rodrigues.

Enel

A concessionária Enel informou que restabeleceu o serviço para 99% dos consumidores afetados pelo vendaval, restando cerca de 3,5 mil a 5 mil clientes sem luz, principalmente nas cidades de Niterói, Maricá e partes da Costa Verde, Angra dos Reis e Paraty. 

A concessionária informou que a demora no restabelecimento de energia nessas regiões deve-se principalmente à reconstrução de redes, postes caídos e remoção de grandes árvores.

Nova Iguaçu inicia campanha de multivacinação na próxima segunda-feira

Nova Iguaçu inicia campanha de multivacinação na próxima segunda-feira




Crianças e adolescentes com menos de 15 anos que estão com a caderneta de vacinação incompleta poderão colocar as doses em dia. A campanha de multivacinação em Nova Iguaçu começa na próxima segunda-feira (3) e será realizada em todas as clínicas da família e policlínicas do município.

A campanha seguirá durante todo o mês de agosto e terá o Dia D no sábado, 22. O objetivo é atualizar a vacinação de crianças e adolescentes que ainda não receberam alguma dose prevista no Calendário Nacional de Vacinação ou precisam completar o esquema de imunização.

A partir da próxima segunda-feira (3), a rede municipal também passará a oferecer o segundo reforço da Vacina Inativada Poliomielite (VIP) para crianças de quatro anos, conforme a atualização do Calendário Nacional de Vacinação. A vacina protege contra a poliomielite, também conhecida como paralisia infantil.

Para receber a vacina, é necessário apresentar a caderneta de vacinação, um documento de identidade ou CPF e estar acompanhado por um responsável.

Confira os endereços e os horários de funcionamento das unidades de saúde: https://www.novaiguacu.rj.gov.br/semus/unidades/

Mutirão contra as chuvas e saúde acelerada marcam a semana  – CGNotícias

A última semana de julho foi marcada por ações intensivas e resultados econômicos positivos em Campo Grande. A administração municipal uniu forças para dar respostas rápidas nas áreas de infraestrutura, saúde e desenvolvimento econômico. Confira os principais destaques das ações realizadas na capital nos últimos dias. 

Mutirão pós-chuva 

Logo após o temporal que atingiu a cidade na quinta-feira (30), equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) deflagraram uma operação intensiva de recuperação nas sete regiões urbanas. Na manhã desta sexta-feira (31), a prefeita Adriane Lopes esteve na Vila Popular para vistoriar os trabalhos de capina, roçada, retirada de resíduos e operação tapa-buracos. 

Equipes fazendo zeladoria após as chuvas (Foto: Elias Campos)

Outros bairros afetados, como Jardim Alto Panamá, Lar do Trabalhador, São Jorge da Lagoa e Chácara dos Poderes, também receberam as frentes de trabalho. “Mesmo após as chuvas, seguimos mobilizados, realizando os serviços necessários para recuperar os pontos afetados e garantir melhores condições de circulação e mais qualidade de vida para os moradores”, destacou a prefeita. 

Economia aquecida 

Na área do desenvolvimento, Campo Grande comemora a liderança na geração de renda. O primeiro semestre de 2026 encerrou com um saldo positivo de 3.541 empregos formais, segundo os dados do Caged. Apenas entre janeiro e junho, o setor de Serviços liderou a criação de vagas, seguido pela Construção Civil, impulsionada pelos investimentos em obras públicas e imobiliárias. O balanço reflete o dinamismo da economia local e o fortalecimento do mercado de trabalho. 

Fila de exames reduzida 

Para dar agilidade à saúde pública, a carreta da Unidade Móvel de Diagnóstico por Imagem iniciou os atendimentos, ofertando 120 exames diários (sendo 60 ultrassonografias e 60 tomografias). A parceria com o Ministério da Saúde integra as estratégias do programa Vira CG Saúde. Os pacientes são chamados via telefone pela Central de Regulação, que alerta a população para não ignorar o número oficial: (67) 3314-4516. 

Exame de tomografia sendo realizado (Foto: Rafael Benjamin)

Um dos primeiros beneficiados, o aposentado Amâncio Cabral, comemorou a rapidez. “Já tinha até esquecido. Fiquei feliz. Todo ano eu faço. Toda a equipe me tratou bem. A gente tem que agradecer”, relatou. 

Mascote do Trânsito  

A participação popular também marcou a semana com a etapa final para a escolha do mascote da educação para o trânsito. A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) abriu votação eletrônica até o dia 31 de julho. A comunidade pode escolher entre as opções “Agente Azul”, “Agetranzinho”, “Pipo” ou “Sinalito”. O personagem mais votado atuará em campanhas nas escolas e atividades comunitárias focadas em segurança viária 

Mascote da Agetran

#PraTodosVerem: A imagem em destaque mostra a uma vista aérea da região da lagoa Itatiaia

Projeto Vídeo nas Aldeias alerta para risco de perder acervo

Por MRNews

Em 1986, o indigenista e cineasta Vincent Carelli criou um projeto para capacitação audiovisual e formação de cineastas indígenas. Chamado de Vídeo nas Aldeias, a iniciativa revolucionou a produção audiovisual indígena, promovendo os primeiros contatos dos indígenas com suas próprias imagens e transformando a câmera em um importante instrumento de memória, valorização e resistência para os povos originários.

Passados 40 anos, o projeto ajudou a formar diversas gerações de cineastas indígenas e conseguiu reunir um acervo de mais de 70 filmes que documentam as populações indígenas do país e que foram produzidos em colaboração com mais de 40 povos.

Segundo o próprio Vincent Carelli, esse acervo possui mais de 4 mil horas de gravação analógica e “outras tantas de digital nativo”.

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Mas, apesar de toda essa importância, destacou Carelli, esse acervo se encontra atualmente ameaçado.

“Para que museu isso iria? Qual instituição poderia fazer esse trabalho que a gente faz de atender e dar acesso a coisas específicas? Instituições públicas são mal financiadas e não estão preparadas para, inclusive, ficar com um acervo digital, que é uma coisa muito mais cara do que guardar fita”, questionou, durante uma aula ministrada no festival de cinema Bonito CineSur, que termina neste sábado (01) na cidade de Bonito (MS).

Para Daniela Siqueira, professora da graduação em audiovisual da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), a preocupação de Carelli demonstra que é preciso criar políticas públicas visando a preservação do patrimônio audiovisual brasileiro. “O Estado brasileiro, sim, tem pensado mais na questão da preservação audiovisual, mas o que a gente precisa ainda entender é que a gente precisa criar uma equação mais equilibrada entre o dinheiro que a gente põe na produção e o dinheiro que a gente põe para preservar. No limite, nós estamos falando que em 20 anos o Estado brasileiro vai ter perdido todo o dinheiro que ele investiu em produção audiovisual nesse período”, disse ela, em entrevista à Agência Brasil.

Segundo Daniela, a preocupação com estes acervos audiovisuais no país aumentou nos últimos anos em decorrência do crescimento da produção digital, que é mais cara e difícil de ser preservada. “Quando o digital começa a chegar na nossa vida, ele vende uma ideia de que vai resolver todos os problemas. Ele não resolveu, criou outros problemas, e um deles é a questão econômica. Antes, a gente precisava de um espaço na sala, um espaço físico para guardar os filmes. Agora, a gente precisa dos espaços digitais, as chamadas nuvens, os HDs externos, os servidores. Isso custa dinheiro, muito dinheiro”.

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Além disso, ressaltou a professora, há também um problema relacionado à obsolescência, já que o “digital não diz quanto tempo ficará com a gente”.

“Não é que você compra um servidor e ele vai te servir por décadas, não. Ele vai estar com você apenas por um determinado período”, reforçou.

Por isso, defende ela, é preciso equalizar os financiamentos tanto para a produção de filmes quanto para a preservação desse material. “Quando a gente não faz um equilíbrio para a preservação, a gente está jogando dinheiro fora, com certeza, porque a gente está jogando patrimônio fora”, ressaltou.

Vídeo nas Aldeias

Além de treinar e equipar as comunidades indígenas com equipamentos de vídeo e de gerar um grande acervo documental sobre eles, o Vídeo nas Aldeias também cumpre um importante papel de dar visibilidade e reconhecimento a suas lutas e culturas. “Esses filmes viraram como carteiras de identidade”, definiu o cineasta.

“Os povos indígenas eram muito isolados uns dos outros e não se conheciam”, disse Carelli à reportagem da Agência Brasil. No entanto, destacou o cineasta, quando os vídeos que eram produzidos por uma determinada etnia começaram a ser apresentados para outros grupos, eles “descobriam os outros povos e suas diferentes culturas”.

Além disso, reforçou Carelli, o projeto foi permitindo estabelecer novas dinâmicas dentro das próprias aldeias.

“O dispositivo do cinema criou novas relações internas na comunidade. Primeiro porque os jovens sempre olham para fora. Mas com as câmeras, eles tinham que fazer o cotidiano da aldeia, procurar os mais velhos e, com isso, houve um encontro de gerações”.

Para Daniela Siqueira, o projeto Vídeo nas Aldeias pode ser considerado um “enclave na nossa história brasileira” por permitir uma discussão sobre como se faz ou produz imagens no país e também por ajudar a trazer a luta política dos indígenas para a pauta social.

“Quando essas imagens vêm, começam a circular em escolas e a ganhar o debate em festivais, sobretudo a partir dos anos 2000, isso cria uma possibilidade de nós, enquanto sociedade brasileira, nos relacionarmos com os nossos indígenas, mediados pelo cinema e pela imagem”.

Atualmente, destaca Carelli, essa construção sobre a imagem não se faz tanto por meio do cinema, mas pelo uso das redes sociais. “Hoje nasceu uma nova categoria – que eles chamam de comunicadores indígenas. São pessoas que fotografam, escrevem, filmam e que escancaram a janela da visibilidade”, disse ele.

* A repórter viajou a convite do Bonito CineSur

Prefeitura do Rio dá início às obras de dois terminais de ônibus da Zona Norte  – Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro

Além das novas estruturas para os ônibus, os bairros de Colégio e Coelho Neto também receberão melhorias urbanísticas – Iago Campos

A Prefeitura do Rio, por meio das secretarias de Conservação e de Transportes, deu início às obras de construção de dois novos terminais de ônibus na Zona Norte da cidade, neste sábado (01/08). O primeiro a receber as intervenções será o Terminal de Colégio. Na sequência, será construído o Terminal de Coelho Neto. Juntos, os projetos representam um investimento de aproximadamente R$ 2 milhões, com previsão de conclusão em seis meses.

A implantação dos terminais atende a uma antiga reivindicação dos moradores da região e representa uma transformação na mobilidade e na qualidade de vida de milhões de pessoas que circulam diariamente pela Zona Norte. O projeto do Terminal do Colégio prevê seis pontos de ônibus, banheiros e uma área anexa com duas quadras esportivas e uma área de diversão para crianças.

 

—  Estamos iniciando hoje as obras de um terminal integrado na estação de metrô de Colégio e outro terminal integrado na estação de metrô de Coelho Neto. Nós estamos fazendo licitação para a chegada de ônibus novos e esses terminais vão receber os ônibus alimentadores do metrô. A população tem que ter uma experiência de qualidade. Para quem usa os ônibus, vai chegar na estação de metrô e vai poder pegar o ônibus no espaço coberto. Ou quem vem para a estação de metrô, já vai chegar com um terminal organizado. Isso melhora a vida da população e a gente faz aquilo com que se comprometeu, que é colocar o padrão das linhas de ônibus no mesmo padrão de excelência do BRT —  disse o prefeito Eduardo Cavaliere.

Além da construção da estrutura destinada ao transporte coletivo, a prefeitura também realizará uma reorganização urbanística no entorno do terminal.

De acordo com o secretário municipal de Conservação, Diego Vaz, a integração com o metrô vai oferecer mais segurança, conforto e agilidade para os passageiros.

— A construção desse terminal é para desafogar as outras áreas que recebiam esses ônibus, num plano de mobilidade muito maior, que é a integração com o metrô. Aqui a gente conecta a Zona Norte com o Centro da cidade em 20, 25 minutos, por exemplo. O objetivo é que isso possa gerar a essas pessoas que querem chegar ao Centro da cidade, Barra da Tijuca, a grandes polos de emprego, que elas possam ter esse acesso com o maior conforto possível – afirmou o secretário.

Após a conclusão das obras do Terminal do Colégio, terão início as intervenções para a construção do Terminal de Coelho Neto. As novas estruturas permitirão reorganizar a operação do transporte coletivo na região, distribuindo as linhas de ônibus entre os dois terminais, reduzindo a concentração de veículos em um único ponto e melhorando a circulação e o deslocamento dos passageiros.

O plano operacional prevê que as linhas 753 (Santa Cruz x Coelho Neto), 756 (Santa Cruz x Coelho Neto), 759 (Cesarão x Coelho Neto) e as intermunicipais 442L (Itaguaí x Coelho Neto), 712L (Seropédica x Coelho Neto) e 713B (Cabuçu x Coelho Neto) passem a operar pelo Terminal Coelho Neto. Já o Terminal do Colégio receberá as linhas 737 (Santíssimo x Colégio), 770 (Campo Grande x Colégio) e 771 (Campo Grande x Colégio).

Além da reorganização da rede existente, os novos terminais receberão novas linhas municipais, que serão implantadas gradativamente com o Sistema RIO, novo modelo de operação dos ônibus municipais que está sendo implementado pela Prefeitura. As novas linhas serão a 750 (Sepetiba x Coelho Neto), a 758 (Terminal Pingo D’Água x Coelho Neto) e a 755 (Parque Realengo x Colégio), ampliando a oferta de viagens e as opções de deslocamento para os passageiros da Zona Norte e da Zona Oeste.

– O Sistema RIO é o novo sistema de ônibus convencionais da cidade, que substitui o atual sistema, naquela proposta de transformação dos ônibus comuns, a mesma transformação que foi feita no BRT. Os terminais de Colégio e Coelho Neto vão abrigar 12 linhas, tanto linhas atuais quanto linhas novas. Essas obras estão sendo feitas justamente para que os passageiros tenham o conforto padrão de um terminal  – reforçou o secretário de Transportes, Jorge Arraes.

A iniciativa faz parte do conjunto de ações da Prefeitura para requalificar espaços públicos e promover melhorias estruturais em diferentes regiões da cidade, com atenção especial a áreas de grande circulação e impacto direto na rotina da população.

Categoria:

  • 1 de agosto de 2026
  • Marcações: terminais de ônibus Terminal de Coelho Neto Terminal de Colégio

    Sorocaba integra Campanha de Multivacinação para menores de 15 anos; ação também terá 2º reforço da vacina VIP contra poliomielite para crianças de 4 anos



    31 de julho de 2026

    16:19

    Por: Bruno Monteiro Rodrigues

    Nesta segunda-feira (3), terá o início a Estratégia Multivacinação, a fim de atualizar a carteira com os imunizantes que integram o calendário de vacinação em crianças e adolescentes menores de 15 anos de idade.

    A ação também dá início à estratégia do segundo reforço da vacina inativada (VIP) contra poliomielite, para crianças de 4 anos de idade.

    Os imunizantes estão disponíveis nas 33 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da cidade. Pais ou responsáveis devem levar crianças e adolescentes aos postos de vacinação com a caderneta para que as equipes verifiquem as doses indicadas de acordo com a faixa etária e o histórico vacinal.

    quase 13 milhões de eleitores estão aptos a votar no 1º turno

    Por MRNews

    Nas eleições majoritárias de 4 de outubro, 12 milhões 857 mil eleitores fluminenses poderão comparecer às urnas no primeiro turno das eleições deste ano, no estado do Rio de Janeiro.

    Em 2026, estão em disputa os cargos de presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. O quantitativo representa um aumento de 0,23% (29.704) em relação às últimas eleições gerais, em 2022. Na época, 12 milhões 827 mil 296 eleitores estavam aptos ao voto.  

    Do total de eleitores fluminenses aptos nas eleições deste ano, 81,06% (10.421.768) têm dados biométricos registrados na Justiça Eleitoral e poderão votar usando a biometria. Em 2022, o eleitorado com biometria era de 7.265.152, o que correspondia a 56,64% do eleitorado.

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    Em todo o país, são 158 milhões 745 mil 463 brasileiras e brasileiros aptos a votar. O estado do Rio de Janeiro representa 8,10% do eleitorado nacional e é o terceiro maior colégio eleitoral do país. São Paulo possui o maior eleitorado do Brasil, com 34.104.226 (21,48%), seguido de Minas Gerais, que fica na segunda posição com 16.377.659 (10,32%).  

    Distribuição geográfica

    No estado do Rio, a capital tem o maior número de pessoas aptas a votar: 4.950.429. Na segunda colocação está a cidade de São Gonçalo, na região metropolitana, (653.494), seguida de Duque de Caxias (635.079) e Nova Iguaçu (615.377), na Baixada Fluminense. Dos 92 municípios do estado, há 25 cidades com mais de 100 mil   eleitores.

    As três cidades com menor eleitorado são Laje do Muriaé (6.970), Macuco (7.145) e São José de Ubá (7.651). No estado do Rio, há nove municípios com menos de 10 mil eleitoras e eleitores. 

    Perfil

    O Cadastro Eleitoral de 2026 mostra que a maior parte do eleitorado fluminense é composta por mulheres. Ao todo, são 6.946.339 eleitoras, o que equivale a 54% do total. Os homens são 5.902.909. Há ainda outros 7.752 votantes sem informação sobre o sexo, um total de 0,06%. Eleitoras e eleitores com nome social somam 3.388.

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    Neste ano, 141.418 eleitoras e eleitores do estado informaram à Justiça Eleitoral ter algum tipo de deficiência. Desse total, 57.600 declararam ter alguma dificuldade relacionada à locomoção. 

    O quantitativo do eleitorado na faixa etária de 16 e 17 anos é de 67.628 pessoas. Já o total de eleitoras e eleitores fluminenses com 70 anos ou mais é de 1.839.654. O voto é facultativo para as pessoas nessas faixas etárias.