{"id":24544,"date":"2024-05-05T09:59:13","date_gmt":"2024-05-05T12:59:13","guid":{"rendered":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/2024\/05\/05\/parque-arruda-camara-e-refugio-de-animais-exoticos-originarios-de-outros-paises\/"},"modified":"2024-05-05T09:59:13","modified_gmt":"2024-05-05T12:59:13","slug":"parque-arruda-camara-e-refugio-de-animais-exoticos-originarios-de-outros-paises","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/2024\/05\/05\/parque-arruda-camara-e-refugio-de-animais-exoticos-originarios-de-outros-paises\/","title":{"rendered":"Parque Arruda C\u00e2mara \u00e9 ref\u00fagio de animais ex\u00f3ticos, origin\u00e1rios de outros pa\u00edses"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>Mimi, Leona, Raj, Bahuan, Alagoana, Jeni, Flecha e Anast\u00e1cia. Esses s\u00e3o os nomes de alguns dos animais ex\u00f3ticos que vivem no Parque Zoobot\u00e2nico Arruda C\u00e2mara (Bica), administrado pela Secretaria de Meio Ambiente de Jo\u00e3o Pessoa. Os moradores s\u00e3o esp\u00e9cies nativas de outros pa\u00edses e foram encaminhados para o local por \u00f3rg\u00e3os competentes, a exemplo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama).<\/p>\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><\/figure>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><\/figure>\n<\/figure>\n<p>Alguns foram v\u00edtimas do tr\u00e1fico de animais e outros t\u00eam defici\u00eancias que os impossibilitam de voltar \u00e0 natureza. Na Bica, eles s\u00e3o tratados com respeito, aten\u00e7\u00e3o e recebem os cuidados adequados de profissionais qualificados. \u00a0 <\/p>\n<p>As leonas Mimi e Leona s\u00e3o esp\u00e9cies nativas do continente africano. A primeira \u00e9 moradora recente da Bica \u2013 chegou ao local no ano passado, vinda do estado de Teresina. J\u00e1 Leona nasceu no Parque em 2006. De nome cient\u00edfico <em>Panthera leo<\/em>, elas se alimentam diariamente de mais de cinco quilos de carne. \u00a0 <\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m de um recinto grande, que segue as normativas do Ibama, usamos enriquecimento ambiental para que Mimi e Leona ocupem seu tempo. S\u00e3o atividades que usam a pr\u00f3pria comida, ervas ou cheiros de outros animais, tudo para estimular a mente dos animais\u201d, explica a bi\u00f3loga Helze Lins, que trabalha h\u00e1 36 anos na Bica. \u00a0 <\/p>\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><\/figure>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><\/figure>\n<\/figure>\n<p>As serpentes Piton \u2013 Raj, Bahuan, Alagoana e Jeni \u2013 s\u00e3o esp\u00e9cies origin\u00e1rias do Sudeste e Sudoeste da \u00c1sia, habitando florestas tropicais \u00famidas e p\u00e2ntanos. Alagoana chegou ao Parque h\u00e1 uma semana, vinda de apreens\u00e3o realizada pelo Ibama. \u00a0 <\/p>\n<p>De nome cient\u00edfico <em>Python molurus<\/em>, o grupo n\u00e3o exige tanto espa\u00e7o para viver, pois passa dias digerindo o alimento. A alimenta\u00e7\u00e3o delas \u00e9 feita de presas abatidas, como frango, coelhos e ratos maiores, a cada 25 dias. \u00a0 <\/p>\n<p>A <em>Panterophis guttatus<\/em>, mais conhecida como <em>Corn snake<\/em> ou cobra do milho, \u00e9 uma esp\u00e9cie origin\u00e1ria do Sudeste dos Estados Unidos. \u201cS\u00e3o animais geralmente d\u00f3ceis, que n\u00e3o apresentam a denti\u00e7\u00e3o inocula\u00e7\u00e3o de veneno. Elas se alimentam de ratos e camundongos\u201d, explica a bi\u00f3loga. \u00a0 <\/p>\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><\/figure>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><\/figure>\n<\/figure>\n<p>J\u00e1 a Kingsnake \u00e9 origin\u00e1ria do Sudoeste dos Estados Unidos e Noroeste do M\u00e9xico. De nome cient\u00edfico <em>Lampropeltis getula<\/em>, a esp\u00e9cie habita florestas, p\u00e2ntanos, pastagens e desertos e tamb\u00e9m se alimenta de camundongos e ratos. Nem a <em>Corn <\/em>e nem a <em>King <\/em>receberam apelidos. \u201cN\u00e3o s\u00e3o os tratadores que d\u00e3o nome aos animais. \u00c0s vezes, os animais j\u00e1 chegam \u00e0 Bica com um nome, outros fazemos concurso para a popula\u00e7\u00e3o escolher o apelido e, em outros casos, os t\u00e9cnicos escolhem\u201d, conta Helze Lins. \u00a0 <\/p>\n<p>As tartarugas da orelha vermelha s\u00e3o as representantes aqu\u00e1ticas da Am\u00e9rica do Norte. Elas passam a maior parte do tempo na \u00e1gua, saindo apenas ao sol para realizar a termorregula\u00e7\u00e3o. De nome cient\u00edfico <em>Trachemys elegans<\/em>, elas se alimentam de vegetais e prote\u00ednas animais. \u00a0 <\/p>\n<p>Por fim, mas n\u00e3o menos importante, temos o casal Flecha e Anast\u00e1cia, que s\u00e3o Macacos da Savana e encerram a lista de animais ex\u00f3ticos que vivem na Bica. Os primatas s\u00e3o origin\u00e1rios da \u00c1frica, encontrados na Eti\u00f3pia, no Sud\u00e3o e na Guin\u00e9. Eles s\u00e3o on\u00edvoros, que comem vegetais, prote\u00edna animal e ra\u00e7\u00e3o de primatas. \u201cTodos os animais recebem enriquecimento ambiental semanal e os recintos s\u00e3o ambientados de acordo com o h\u00e1bito de cada esp\u00e9cie, visando o bem-estar dos indiv\u00edduos\u201d, destaca a bi\u00f3loga. \u00a0 <\/p>\n<p><strong>Servi\u00e7o<\/strong> \u2013 O Parque Zoobot\u00e2nico Arruda C\u00e2mara est\u00e1 localizado na Avenida Gouveia N\u00f3brega, s\/n, bairro do Roger. O espa\u00e7o abre de ter\u00e7a a domingo, das 8h \u00e0s 17h, com entrada at\u00e9 as 16h. A taxa ambiental para ter acesso ao local custa R$ 3. Crian\u00e7as com sete anos, pessoas com defici\u00eancia e idosos com mais de 65 anos n\u00e3o pagam a entrada.<\/p>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mimi, Leona, Raj, Bahuan, Alagoana, Jeni, Flecha e Anast\u00e1cia. Esses s\u00e3o os nomes de alguns dos animais ex\u00f3ticos que vivem<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-24544","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ejornais"],"aioseo_notices":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24544","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=24544"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/24544\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=24544"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=24544"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=24544"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}