{"id":39321,"date":"2025-02-12T07:09:17","date_gmt":"2025-02-12T10:09:17","guid":{"rendered":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/2025\/02\/12\/com-reducao-de-custos-e-tempo-corredor-bioceanico-podera-impulsionar-exportacao-de-carne-em-ms\/"},"modified":"2025-02-12T07:09:17","modified_gmt":"2025-02-12T10:09:17","slug":"com-reducao-de-custos-e-tempo-corredor-bioceanico-podera-impulsionar-exportacao-de-carne-em-ms","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/2025\/02\/12\/com-reducao-de-custos-e-tempo-corredor-bioceanico-podera-impulsionar-exportacao-de-carne-em-ms\/","title":{"rendered":"Com redu\u00e7\u00e3o de custos e tempo, corredor bioce\u00e2nico poder\u00e1 impulsionar exporta\u00e7\u00e3o de carne em MS"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>Custos menores e caminho mais r\u00e1pido. O corredor bioce\u00e2nico vai trazer vantagens ao Mato Grosso do Sul na exporta\u00e7\u00e3o de produtos importantes, como a carne bovina. O destino final pode ser os pa\u00edses asi\u00e1ticos pelo Oceano Pac\u00edfico ou at\u00e9 o pr\u00f3prio mercado sul-americano. O setor ganha for\u00e7a e competitividade com este futuro promissor.<\/p>\n<p>Mato Grosso do Sul exporta atualmente 360 mil toneladas de carne bovina ao Chile. Este produto sai hoje do Estado por tr\u00eas caminhos: De Ponta Por\u00e3 at\u00e9 Assun\u00e7\u00e3o no Paraguai, do Paran\u00e1 rumo a Argentina e do Rio Grande do Sul at\u00e9 a Argentina, para chegar no Chile. O caminho \u00e9 longo e pode ser encurtado pelo corredor de Porto Murtinho, Carmelo Peralta (Paraguai), Argentina, at\u00e9 chegar em terra chilena.<\/p>\n<p>Se o destino ainda for os mercados asi\u00e1ticos, esta mesma carga vai at\u00e9 os portos chilenos de Antofagasta ou Iquique, para seguir por meio do Oceano Pac\u00edfico. A rota Bioce\u00e2nica \u00e9 uma realidade com diversas obras espalhadas pelos quatro pa\u00edses. Uma das principais \u00e9 a ponte binacional, que est\u00e1 com 65% dos trabalhos conclu\u00eddos.<\/p>\n<figure id=\"attachment_502778\" aria-describedby=\"caption-attachment-502778\" style=\"width: 730px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><figcaption id=\"caption-attachment-502778\" class=\"wp-caption-text\"><em>Corredor bioce\u00e2nico segue por Porto Murtinho<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cO principal benef\u00edcio da Rota Bioce\u00e2nica para a ind\u00fastria frigor\u00edfica de Mato Grosso do Sul ser\u00e1 a amplia\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es para o Chile e o Peru. J\u00e1 para outros mercados globais, a viabilidade econ\u00f4mica depender\u00e1 da competitividade dos custos log\u00edsticos no novo corredor de exporta\u00e7\u00e3o\u201d, destaca S\u00e9rgio Capucci, vice-diretor do Sicadems (Sindicato das Ind\u00fastrias de Frios, Carnes e Derivados do Estado de Mato Grosso do Sul).<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da entidade o corredor bioce\u00e2nico pode ser estrat\u00e9gico para encurtar a dist\u00e2ncia da carne bovina brasileira at\u00e9 mercados da \u00c1sia, como China e Jap\u00e3o. Neste cen\u00e1rio, no entanto existe ainda as incertezas sobre o custo do transporte rodovi\u00e1rio ao longo do novo trajeto.<\/p>\n<p>Uma das preocupa\u00e7\u00f5es do setor \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o ao custo do frete rodovi\u00e1rio, se vai compensar em compara\u00e7\u00e3o ao trajeto at\u00e9 ao Porto de Santos (exporta\u00e7\u00e3o \u00c1sia e Europa), mas existe um otimismo para exporta\u00e7\u00f5es de carne com destino ao norte do Chile e ao Peru. \u201cJ\u00e1 para outros mercados globais, vamos avaliar a viabilidade econ\u00f4mica\u201d.<\/p>\n<figure id=\"attachment_427599\" aria-describedby=\"caption-attachment-427599\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><figcaption id=\"caption-attachment-427599\" class=\"wp-caption-text\"><em>Carne do MS poder\u00e1 ficar mais competitiva com a rota bioce\u00e2nica<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Novo caminho<\/strong><\/p>\n<p>O presidente SETCEMS (Sindicato das Empresas de Transporte Rodovi\u00e1rio de Cargas de Mato Grosso do Sul), Cl\u00e1udio Cavol, revela que a exporta\u00e7\u00e3o de carne para pa\u00edses asi\u00e1ticos pelos portos chilenos \u00e9 praticamente inexistente. Este cen\u00e1rio vai mudar com o novo corredor e ponte binacional.<\/p>\n<p>\u201cHoje, a pouca carga destinada ao norte do Chile segue por Santa Catarina, passando por Dion\u00edsio Cerqueira (SC) e S\u00e3o Borja (RS), o que aumenta a dist\u00e2ncia em 700 a 1.000 km em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 nova sa\u00edda por Porto Murtinho\u201d, destacou.<\/p>\n<p>Para que este sonho se torne realidade uma das preocupa\u00e7\u00f5es do setor de transportes s\u00e3o os tr\u00e2mites aduaneiros, para que a carga n\u00e3o perca tempo nas aduanas dos pa\u00edses vizinhos.<\/p>\n<p>\u201cUm dos desafios enfrentados \u00e9 a demora nos tr\u00e2mites aduaneiros. Atualmente, os caminh\u00f5es podem levar de 7 a 8 dias apenas para cruzar Mato Grosso do Sul e o Paraguai, passando por diferentes etapas burocr\u00e1ticas nos dois pa\u00edses. Para que a Rota Bioce\u00e2nica seja eficaz, \u00e9 essencial evitar longos per\u00edodos de espera nas aduanas\u201d, ponderou Cavol.<\/p>\n<figure id=\"attachment_435361\" aria-describedby=\"caption-attachment-435361\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><figcaption id=\"caption-attachment-435361\" class=\"wp-caption-text\"><em>Setor de transporte tamb\u00e9m se prepara para novo cen\u00e1rio (Foto: \u00c1lvaro Rezende)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Ele ainda alerta sobre a necessidade da qualifica\u00e7\u00e3o dos motoristas, j\u00e1 que a maioria n\u00e3o tem experi\u00eancia no transporte internacional. \u201cPara enfrentar esse desafio, o SETLOG pediu a capacita\u00e7\u00e3o desses motoristas, preparando-os para atuar nessa nova rota. A UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) ofereceu um curso em Jardim voltado \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de profissionais de log\u00edstica para o transporte internacional. A primeira turma j\u00e1 foi formada\u201d.<\/p>\n<p>Outro ponto essencial neste caminho \u00e9 a infraestrutura das rodovias nos quatro pa\u00edses, que precisam estar preparadas para esta nova realidade. \u201c\u00c9 fundamental que a via seja bem sinalizada e que existam estruturas adequadas para os motoristas, como postos de gasolina, restaurantes e suporte log\u00edstico ao longo do trajeto\u201d.<\/p>\n<p>Caso estas quest\u00f5es sejam solucionadas, a expectativa do setor \u00e9 que o fluxo de transporte aumente de 5% a 10% ao ano, contribuindo diretamente para o crescimento do PIB estadual. Mato Grosso do Sul pode inclusive ganhar um papel de destaque no com\u00e9rcio internacional, sendo um grande corredor de exporta\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios produtos, entre eles a carne. Ser\u00e3o custos e dist\u00e2ncias menores, com acesso a mercados estrat\u00e9gicos.<\/p>\n<div id=\"gallery-1\" class=\"gallery galleryid-502682 gallery-columns-2 gallery-size-large\">\n<figure class=\"gallery-item\">\n<div class=\"gallery-icon landscape\"><\/div><figcaption class=\"wp-caption-text gallery-caption\" id=\"gallery-1-459062\">\n\t\t\t\tFotos: Bruno Rezende<br \/>\n\t\t\t\t<\/figcaption><\/figure>\n<figure class=\"gallery-item\">\n<div class=\"gallery-icon landscape\"><\/div>\n<\/figure><\/div>\n<p><strong>Exporta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Atualmente os produtos brasileiros exportados para a China navegam mais de 24 mil quil\u00f4metros e gastam 54 dias para desembarcar em Shanghai, via Canal do Panam\u00e1. Utilizando a nova rota o tempo se reduzir\u00e1 em 12 dias e 5.479km.<\/p>\n<p>Para chegar aos pa\u00edses da \u00c1sia ou Oceania, os navios saem do Porto de Santos, contornam o continente africano ou fazem desvio pelo Canal do Panam\u00e1, elevando custos de frete e sujeitos a atrasos devido \u00e0s condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. Com a Rota Bioce\u00e2nica a meta \u00e9 reduzir o trajeto em 7.000 quil\u00f4metros ou at\u00e9 20 dias no transporte entre Brasil e \u00c1sia.<\/p>\n<p>\u201cO corredor bioce\u00e2nico passou a ser uma realidade. Os nossos produtos v\u00e3o seguir a por um caminho mais r\u00e1pido tanto aos pa\u00edses vizinhos, como ao mercado asi\u00e1tico pelo Oceano Pac\u00edfico. Na pr\u00e1tica, estamos testemunhando dia ap\u00f3s dia, a realiza\u00e7\u00e3o do grande sonho de diferentes gera\u00e7\u00f5es, que contribu\u00edram para que este projeto, complexo, ousado e inovador sa\u00edsse do papel. Teremos um pr\u00f3spero corredor de exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es, a partir da conex\u00e3o vi\u00e1ria entre o Centro-Oeste brasileiro e o Pac\u00edfico\u201d, afirmou o governador Eduardo Riedel.<\/p>\n<figure id=\"attachment_502705\" aria-describedby=\"caption-attachment-502705\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><figcaption id=\"caption-attachment-502705\" class=\"wp-caption-text\"><em>Governador Eduardo Riedel durante an\u00fancio de exporta\u00e7\u00e3o de carne para China (Foto: \u00c1lvaro Rezende)<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Leonardo Rocha, Comunica\u00e7\u00e3o do Governo de MS<\/em><br \/><em>Foto da capa: \u00c1lvaro Rezende<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Custos menores e caminho mais r\u00e1pido. 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