{"id":44932,"date":"2025-05-16T22:52:43","date_gmt":"2025-05-17T01:52:43","guid":{"rendered":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/2025\/05\/16\/sabores-que-contam-historias-em-mato-grosso-do-sul-agencia-de-noticias-do-governo-de-mato-grosso-do-sul\/"},"modified":"2025-05-16T22:52:43","modified_gmt":"2025-05-17T01:52:43","slug":"sabores-que-contam-historias-em-mato-grosso-do-sul-agencia-de-noticias-do-governo-de-mato-grosso-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/2025\/05\/16\/sabores-que-contam-historias-em-mato-grosso-do-sul-agencia-de-noticias-do-governo-de-mato-grosso-do-sul\/","title":{"rendered":"sabores que contam hist\u00f3rias em Mato Grosso do Sul \u2013 Ag\u00eancia de Noticias do Governo de Mato Grosso do Sul"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p>No cora\u00e7\u00e3o do Pantanal, Festival Am\u00e9rica do Sul 2025 transforma sabores da fronteira em celebra\u00e7\u00e3o da cultura, da mem\u00f3ria e do afeto<\/p>\n<p>Em Corumb\u00e1, onde o Brasil abra\u00e7a a Bol\u00edvia e troca sabores com o Paraguai, a gastronomia se transforma em linguagem universal. No 18\u00ba Festival Am\u00e9rica do Sul, realizado entre os dias 15 e 18 de maio, a culin\u00e1ria \u00e9 mais do que parte da programa\u00e7\u00e3o: \u00e9 uma ponte entre povos, uma heran\u00e7a viva e uma experi\u00eancia que emociona quem vive e quem visita.<\/p>\n<\/p>\n<p>Com influ\u00eancias marcantes das cozinhas fronteiri\u00e7as e das tradi\u00e7\u00f5es do interior do Brasil, a gastronomia sul-mato-grossense revela uma identidade pr\u00f3pria, feita de hist\u00f3rias, afetos e ingredientes que se encontram no prato e no cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na \u00e1rea gastron\u00f4mica do festival, aromas se misturam ao som dos shows e \u00e0 alegria dos visitantes. \u00c9 onde a boliviana D\u00e9lia Duran Ribeiro, radicada h\u00e1 mais de 30 anos em Corumb\u00e1, compartilha receitas que atravessaram fronteiras junto com ela.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 muito bom viver em Corumb\u00e1. E este Festival est\u00e1 cada vez melhor, mais organizado, mais bonito. Ele \u00e9 muito importante para n\u00f3s, porque nos permite vender nossa gastronomia\u201d, diz.<\/p>\n<p>Em sua barraca, a saltenha, a chipa, o majadito e a tradicional chicha, bebida fermentada de milho, fazem sucesso com o p\u00fablico. \u201cAs pessoas adoram, especialmente durante o Festival. Mas fora dele, tamb\u00e9m vendo na minha casa.\u201d<\/p>\n<p>Entre uma mordida e outra, a turista Maria Fernanda Souza, que veio de S\u00e3o Paulo especialmente para o evento, se emociona:<\/p>\n<p>\u201cEu nunca tinha provado uma saltenha e ela me surpreendeu. Mas o mais bonito \u00e9 ver como tudo aqui tem hist\u00f3ria. As pessoas cozinham com o cora\u00e7\u00e3o e voc\u00ea sente isso no sabor. \u00c9 mais do que comida, \u00e9 cultura viva. Eu estou encantada. Vim pela m\u00fasica, mas a gastronomia me ganhou.\u201d<\/p>\n<\/p>\n<p>A diversidade de sabores n\u00e3o para por a\u00ed. Dona Arminda Rezende dos Santos, figura tradicional nas ruas de Corumb\u00e1, tamb\u00e9m participa do Festival vendendo del\u00edcias que fazem parte do cotidiano da cidade.<\/p>\n<p>\u201cEu vendo todo tipo de salgado, mas o que mais sai \u00e9 a chipa, a sopa paraguaia, o bolo de arroz e a saltenha. Todo mundo gosta\u201d, garante.<\/p>\n<p><strong>Sabores que cruzam fronteiras<\/strong><\/p>\n<p>A presen\u00e7a paraguaia tamb\u00e9m se sente a cada gole de terer\u00e9 e a cada peda\u00e7o de chipa ou sopa paraguaia. A chipa, semelhante a um p\u00e3o de queijo em formato de ferradura, \u00e9 presen\u00e7a garantida em festas, caf\u00e9s da manh\u00e3 e lanches por todo o estado. J\u00e1 a sopa paraguaia, apesar do nome, \u00e9 um bolo salgado feito de milho, cebola e queijo, uma verdadeira tradi\u00e7\u00e3o de sabor e mem\u00f3ria.<\/p>\n<\/p>\n<p>Outro prato que conquistou os corumbaenses \u00e9 o Pic a lo Macho, petisco boliviano feito com carne, batata frita e queijo, muito servido em bares e restaurantes da cidade. E o bolo de arroz, tradicional da regi\u00e3o antes mesmo da divis\u00e3o dos estados de MS e MT, continua sendo uma das receitas mais queridas pelas fam\u00edlias locais.<\/p>\n<p><strong>Peixes, jacar\u00e9 e identidade regional<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o d\u00e1 para falar de gastronomia sul-mato-grossense sem mencionar os peixes: pacu, pintado e piraputanga s\u00e3o protagonistas de pratos que encantam moradores e turistas. O famoso pintado ao urucum, por exemplo, nasceu em Corumb\u00e1 pelas m\u00e3os de Mestre Jo\u00e3o, h\u00e1 cerca de 50 anos, e carrega no nome a cor da terra e a alma da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Outra iguaria que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a carne de jacar\u00e9, produzida legalmente por criadouros autorizados. Com sabor delicado e surpreendente, ela tem ganhado espa\u00e7o at\u00e9 na alta gastronomia, sempre com preparo respons\u00e1vel e valorizando os recursos naturais do estado.<\/p>\n<p><strong>Mais que comida: mem\u00f3ria, encontro e celebra\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>No Festival Am\u00e9rica do Sul, cada barraca \u00e9 um reencontro com a ancestralidade. Cada prato, uma declara\u00e7\u00e3o de amor \u00e0 terra, \u00e0s origens e aos afetos. A gastronomia ganha o status de protagonista, contando, atrav\u00e9s dos temperos as hist\u00f3rias de quem construiu essa cultura com as m\u00e3os, o cora\u00e7\u00e3o e o fogo.<\/p>\n<p>A culin\u00e1ria de Mato Grosso do Sul, celebrada em grande estilo no evento, \u00e9 muito mais do que alimenta\u00e7\u00e3o: \u00e9 uma express\u00e3o viva da alma de um povo. Um convite para experimentar a cultura com todos os sentidos. E, acima de tudo, para se emocionar com ela.<\/p>\n<p><em>D\u00e9bora Bordin, Ascom FAS 2025<\/em><br \/><em>Foto: Ricardo Gomes\/Ascom FAS 2025<\/em><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No cora\u00e7\u00e3o do Pantanal, Festival Am\u00e9rica do Sul 2025 transforma sabores da fronteira em celebra\u00e7\u00e3o da cultura, da mem\u00f3ria e<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-44932","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ejornais"],"aioseo_notices":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44932","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44932"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44932\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44932"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44932"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44932"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}