{"id":46350,"date":"2025-06-07T17:23:26","date_gmt":"2025-06-07T20:23:26","guid":{"rendered":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/2025\/06\/07\/exposicao-mostra-perseguicao-a-comunidade-lgbtqia-durante-ditadura\/"},"modified":"2025-06-07T17:23:26","modified_gmt":"2025-06-07T20:23:26","slug":"exposicao-mostra-perseguicao-a-comunidade-lgbtqia-durante-ditadura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/2025\/06\/07\/exposicao-mostra-perseguicao-a-comunidade-lgbtqia-durante-ditadura\/","title":{"rendered":"Exposi\u00e7\u00e3o mostra persegui\u00e7\u00e3o \u00e0 comunidade LGBTQIA+ durante ditadura"},"content":{"rendered":"<p> Por MRNews<br \/>\n<\/p>\n<div wp_automatic_readability=\"104.27116198538\">\n<p>O Instituto Vladimir Herzog, o Acervo Bajub\u00e1 e o Arquivo L\u00e9sbico Brasileiro (ALB) lan\u00e7am neste s\u00e1bado\u00a0(7), no Memorial da Resist\u00eancia de S\u00e3o Paulo,\u00a0a exposi\u00e7\u00e3o virtual \u201cVidas Dissidentes em Ditadura \u2013 Repress\u00e3o, Imagin\u00e1rio Social e Cotidiano\u201d. A mostra retrata tanto\u00a0a persegui\u00e7\u00e3o \u00e0 comunidade LGBTQIA+ durante a ditadura civil-militar, iniciada em 1964 e que durou 21 anos, quanto as viol\u00eancias que\u00a0sofre at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p><strong>Paralelamente \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o, est\u00e1 sendo lan\u00e7ado um\u00a0<em>podcast<\/em>\u00a0com o tema. Ambos levam o p\u00fablico a conhecer tamb\u00e9m os mecanismos que a milit\u00e2ncia encontrou para responder e resistir diante da press\u00e3o para obedecer \u00e0s regras da heteronormatividade (ideia de que a heterossexualidade \u00e9 a orienta\u00e7\u00e3o sexual normal\u00a0e correta).<\/strong><\/p>\n<p>Ao todo, s\u00e3o disponibilizados quatro epis\u00f3dios do <em>podcast<\/em>. O\u00a0projeto\u00a0do programa e da exposi\u00e7\u00e3o conta\u00a0com o apoio da Secretaria Nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, do Minist\u00e9rio dos Direitos Humanos e da Cidadania.<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/mrnews.com.br\/index.php\/2025\/06\/07\/barco-com-ativistas-esta-a-48-horas-de-gaza-com-ajuda-humanitaria\/\">Barco\u00a0com ativistas est\u00e1 a 48 horas de Gaza com ajuda humanit\u00e1ria<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/mrnews.com.br\/index.php\/2025\/06\/07\/policia-encontra-vestigios-de-sangue-no-carro-de-empresario-morto-no-autodromo-de-interlagos\/\">Pol\u00edcia encontra vest\u00edgios de sangue no carro de empres\u00e1rio morto no Aut\u00f3dromo de Interlagos<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>A exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 um atalho no acesso \u00e0 documenta\u00e7\u00e3o elaborada pela Comiss\u00e3o Nacional da Verdade (CNV).<\/strong> A partir dos relatos de sobreviventes a essas tentativas de domestica\u00e7\u00e3o, os visitantes podem saber mais sobre quem, em muitos casos, morreu em espa\u00e7os privados, com o cerceamento de direitos e sob pr\u00e1tica de viol\u00eancias.<\/p>\n<p>Uma das formas de intensificar a marginaliza\u00e7\u00e3o das pessoas LGBTQIA+ foi a rotula\u00e7\u00e3o de identidades de g\u00eanero e orienta\u00e7\u00f5es sexuais que n\u00e3o se encaixam no universo estreito e opressor da heteronormatividade. Ou seja, distorcer refer\u00eancias do meio m\u00e9dico para justificar as viol\u00eancias que as vitimaram e ainda vitimam.<\/p>\n<p>A coordenadora executiva da \u00e1rea de Mem\u00f3ria, Verdade e Justi\u00e7a do Instituto Vladimir Herzog, Lorrane Rodrigues, observa que os depoimentos de v\u00edtimas s\u00e3o fundamentais para maior compreens\u00e3o de um todo. At\u00e9 que cheguem ao conhecimento p\u00fablico, \u00e9 necess\u00e1rio ter fina sensibilidade, a fim de evitar exposi\u00e7\u00e3o das v\u00edtimas e mesmo sua revitimiza\u00e7\u00e3o, com eventuais abordagens que reforcem as viol\u00eancias sofridas e a estigmatiza\u00e7\u00e3o<\/p>\n<blockquote wp_automatic_readability=\"11.933774834437\">\n<p>\u201cA gente v\u00ea que o sil\u00eancio e o medo v\u00e3o sendo enfrentados, muitas pessoas dissidentes de sexo e g\u00eanero v\u00e3o encontrando seguran\u00e7a para narrar e isso tem um impacto imenso, porque esses testemunhos n\u00e3o s\u00e3o individuais somente, mas ajudam a reconstituir uma mem\u00f3ria coletiva que foi invisibilizada\u201d, observa.<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/mrnews.com.br\/index.php\/2025\/06\/07\/jovens-e-mulheres-puxam-aumento-de-evangelicos-no-pais-revela-ibge\/\">Jovens e mulheres puxam aumento de evang\u00e9licos no pa\u00eds, revela IBGE<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/mrnews.com.br\/index.php\/2025\/06\/07\/bb-torna-se-primeiro-banco-a-adotar-ia-em-gerenciador-de-financas\/\">BB torna-se primeiro banco a adotar IA em gerenciador de finan\u00e7as<\/a><\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A representante do instituto afirma\u00a0ainda\u00a0que a preocupa\u00e7\u00e3o dos LGBTQIA+ em deixar o m\u00e1ximo de informa\u00e7\u00f5es preservadas\u00a0em acervos\u00a0come\u00e7ou cedo, tendo maior consolida\u00e7\u00e3o nas\u00a0d\u00e9cadas de 1970 e 1980. O n\u00edvel de antecipa\u00e7\u00e3o nesse sentido fez da\u00a0comunidade precursora, o\u00a0que se p\u00f4de constatar na exposi\u00e7\u00e3o Hist\u00f3rias LGBTQIA+, do Museu de Arte de S\u00e3o Paulo Assis Chateaubriand (Masp), que ficou aberta ao p\u00fablico at\u00e9 abril deste ano e demonstrou como grupos de diversos pa\u00edses se organizaram e se organizam para registrar e documentar experi\u00eancias de opress\u00e3o.<\/p>\n<blockquote wp_automatic_readability=\"17\">\n<p>\u201cMesmo em um per\u00edodo de muita repress\u00e3o, havia preocupa\u00e7\u00e3o intensa com o registro. Publica\u00e7\u00f5es, jornais, boletins, artigos foram sendo produzidos por m\u00e3os militantes, por grupos que se formavam naquele momento, para ter seus espa\u00e7os de sociabilidade, e parte dessa heran\u00e7a \u00e9 o que alimenta acervos como o Bajub\u00e1 e o ALB, que s\u00e3o fundamentais para que a gente possa pensar em projetos como a exposi\u00e7\u00e3o e o podcast\u201d, afirma.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Para a coordenadora, existe ainda, al\u00e9m do sil\u00eancio,\u00a0muita dificuldade de transpor \u201cos vazios institucionais\u201d e obter verba para subsidiar iniciativas como essa<\/strong>. \u201cH\u00e1\u00a0uma resist\u00eancia muito grande ainda, quando se trata de reconhecer a viol\u00eancia de Estado contra as pessoas LGBTQIA+\u201d, declara.<\/p>\n<blockquote wp_automatic_readability=\"12\">\n<p>\u201cOutro obst\u00e1culo importante \u00e9 o acesso aos arquivos. Arquivos s\u00e3o institui\u00e7\u00f5es de poder. A gente sabe que esses espa\u00e7os escolhem aquilo que v\u00e3o mostrar e tamb\u00e9m que v\u00e3o omitir\u201d, acrescenta Lorrane, ressaltando que a falta de digitaliza\u00e7\u00e3o de certos itens, por exemplo, exige mais empenho dos pesquisadores e pode ser interpretada como decis\u00e3o pol\u00edtica das organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Uma das formas de restitui\u00e7\u00e3o da esperan\u00e7a para a milit\u00e2ncia \u00e9 saber que vem de longa data a resist\u00eancia dos LGBTQIA+ atrav\u00e9s do amor em fases de intensa ca\u00e7a \u00e0s bruxas. Lorrane conta que uma das imagens mais fortes para ela \u00e9 uma fotografia que mostra travestis e trans dan\u00e7ando e sorrindo. \u201cEm um tempo de persegui\u00e7\u00e3o, \u00e9 uma imagem que fala de vida pulsando nesse espa\u00e7o subterr\u00e2neo da hist\u00f3ria oficial.\u201d<\/p>\n<h2>Servi\u00e7o<\/h2>\n<p>Lan\u00e7amento da exposi\u00e7\u00e3o virtual e do podcast Vidas Dissidentes em Ditadura \u2013 Repress\u00e3o, Imagin\u00e1rio Social e Cotidiano<br \/>7 de junho (s\u00e1bado), das 14h \u00e0s 17h<\/p>\n<p>Memorial da Resist\u00eancia de S\u00e3o Paulo | Largo General Os\u00f3rio, 66 \u2013 Santa Ifig\u00eania, S\u00e3o Paulo \u2013 SP<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por MRNews O Instituto Vladimir Herzog, o Acervo Bajub\u00e1 e o Arquivo L\u00e9sbico Brasileiro (ALB) lan\u00e7am neste s\u00e1bado\u00a0(7), no Memorial<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-46350","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ejornais"],"aioseo_notices":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46350","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=46350"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/46350\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=46350"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=46350"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=46350"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}