{"id":60345,"date":"2026-02-07T10:31:00","date_gmt":"2026-02-07T13:31:00","guid":{"rendered":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/2026\/02\/07\/nenhum-governador-tem-poder-pleno-sobre-policias-diz-pesquisadora\/"},"modified":"2026-02-07T10:31:00","modified_gmt":"2026-02-07T13:31:00","slug":"nenhum-governador-tem-poder-pleno-sobre-policias-diz-pesquisadora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/2026\/02\/07\/nenhum-governador-tem-poder-pleno-sobre-policias-diz-pesquisadora\/","title":{"rendered":"\u201cNenhum governador tem poder pleno sobre pol\u00edcias\u201d, diz pesquisadora"},"content":{"rendered":"<p> Por MRNews<br \/>\n<\/p>\n<div wp_automatic_readability=\"222.1849796334\">\n<p>Poucos dias depois de completar tr\u00eas meses, a opera\u00e7\u00e3o policial mais letal da hist\u00f3ria do Brasil foi destaque no alerta feito nesta semana pela organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental Human Rights Watch, que apontou que <strong>o uso irrestrito da for\u00e7a letal pela pol\u00edcia como estrat\u00e9gia de seguran\u00e7a tem resultado em mais viol\u00eancia e inseguran\u00e7a no pa\u00eds.<\/strong><\/p>\n<p>For\u00e7as policiais mataram 5.920 pessoas no Brasil de janeiro a novembro de 2025, e o epis\u00f3dio de maior letalidade foi a Opera\u00e7\u00e3o Conten\u00e7\u00e3o, no Rio de Janeiro, em 28 de outubro, quando 122 pessoas morreram \u2500 incluindo cinco policiais.\u00a0<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio cita ainda que 185 policiais foram mortos no ano passado, segundo dados do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a. E outros 131 cometeram suic\u00eddio.<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/mrnews.com.br\/index.php\/2026\/02\/07\/tv-brasil-transmite-desfile-do-grupo-de-acesso-2-de-sao-paulo\/\">TV Brasil transmite desfile do Grupo de Acesso 2 de S\u00e3o Paulo<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/mrnews.com.br\/index.php\/2026\/02\/07\/por-unanimidade-stf-enquadra-caixa-2-como-improbidade-administrativa\/\">Por unanimidade, STF enquadra caixa 2 como improbidade administrativa<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong>A especialista em conflitos, crimes e viol\u00eancia\u00a0e professora do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Sociologia da Universidade Federal Fluminense (UFF) Carolina\u00a0Grillo v\u00ea um empobrecimento do debate sobre seguran\u00e7a p\u00fablica no pa\u00eds, com a insist\u00eancia em repetir e intensificar modelos que n\u00e3o tem produzido resultados h\u00e1 d\u00e9cadas.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cO que a gente observa em alguns estados, como a Bahia e como S\u00e3o Paulo, \u00e9 que eles est\u00e3o copiando o <em>modus operandi<\/em> das pol\u00edcias do Rio de Janeiro e agravando o problema de seguran\u00e7a p\u00fablica que existia l\u00e1\u201d.<\/p>\n<p>Ela acrescenta que essa replica\u00e7\u00e3o agrava a impunidade dos crimes cometidos por agentes do Estado e chancela uma atua\u00e7\u00e3o mais letal por parte de policiais que j\u00e1 agem com relativa autonomia e discricionariedade nas ruas.<\/p>\n<blockquote wp_automatic_readability=\"9.1322314049587\">\n<p>\u201cEm nenhum estado se pode dizer que o governador possui efetivo controle das for\u00e7as de seguran\u00e7a. As institui\u00e7\u00f5es policiais possuem grupos muito poderosos no seu interior e uma relativa autonomia. Os pr\u00f3prios agentes na rua possuem discricionariedade\u201d, afirma. \u201cA promessa de impunidade estimula a atua\u00e7\u00e3o policial violenta\u201d.<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/mrnews.com.br\/index.php\/2026\/02\/07\/brb-apresenta-ao-bc-plano-para-recompor-capital-apos-perdas-com-master\/\">BRB apresenta ao BC plano para recompor capital ap\u00f3s perdas com Master<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/mrnews.com.br\/index.php\/2026\/02\/07\/congresso-tem-2-anos-para-autorizar-indigenas-explorar-mineracao-legal\/\">Congresso tem 2 anos para autorizar ind\u00edgenas explorar minera\u00e7\u00e3o legal<\/a><\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<h2>\u00a0<\/h2>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<h6 class=\"meta\">Audi\u00eancia P\u00fablica sobre\u00a0Opera\u00e7\u00e3o Escudo\/Ver\u00e3o, organizada pela Ouvidoria de Pol\u00edcia de S\u00e3o Paulo e Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos, na Faculdade de Direito da Universidade de S\u00e3o Paulo \u2013 USP. Foto: Rovena Rosa\/Ag\u00eancia Brasil<!--END copyright=377825--><\/h6>\n<\/div>\n<h2>Confira os principais trechos da entrevista<\/h2>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil:<\/strong> Por que voc\u00ea acredita que h\u00e1 insist\u00eancia em grandes opera\u00e7\u00f5es com muitas mortes de pessoas supostamente envolvidas com crime?<\/p>\n<p><strong>Carolina Grillo:<\/strong>\u00a0\u00c9 complicado eu supor as inten\u00e7\u00f5es por tr\u00e1s das atitudes pol\u00edticas. As opera\u00e7\u00f5es policiais e as altas taxas de letalidade policial s\u00e3o empregadas com o principal m\u00e9todo de controle do crime no Rio de Janeiro h\u00e1 d\u00e9cadas, e a gente observa um aumento constante do controle territorial armado. E, embora a pr\u00f3pria pol\u00edcia saiba da inefici\u00eancia, essas opera\u00e7\u00f5es trazem retornos eleitorais.\u00a0<\/p>\n<p>H\u00e1 um empobrecimento do debate p\u00fablico no campo da seguran\u00e7a p\u00fablica, em que h\u00e1 uma insist\u00eancia em acreditar que fazer mais do mesmo, mais daquilo que se faz h\u00e1 d\u00e9cadas e n\u00e3o funciona, se for intensificado, vai funcionar.\u00a0<\/p>\n<p>A cada nova opera\u00e7\u00e3o espetaculosa, a gente observa um aumento da popularidade dos mandat\u00e1rios que a autorizaram, em virtude de criar a sensa\u00e7\u00e3o na popula\u00e7\u00e3o de que \u2018est\u00e3o fazendo alguma coisa\u2019.<\/p>\n<p>A\u00e7\u00f5es de intelig\u00eancia, como as investiga\u00e7\u00f5es do Gaeco [Grupo de Atua\u00e7\u00e3o Especial de Combate ao Crime Organizado] e as investiga\u00e7\u00f5es da Pol\u00edcia Federal, que t\u00eam efeito muito mais consistente no desmantelamento do crime organizado, s\u00e3o a\u00e7\u00f5es silenciosas. N\u00e3o s\u00e3o a\u00e7\u00f5es como a Opera\u00e7\u00e3o Conten\u00e7\u00e3o, com impacto social muito grande.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil:<\/strong> Podemos acrescentar que essas a\u00e7\u00f5es de intelig\u00eancia s\u00e3o pouco imag\u00e9ticas para a televis\u00e3o, e n\u00f3s, jornalistas, contribu\u00edmos para dilatar esses efeitos, fazendo espet\u00e1culo das opera\u00e7\u00f5es?<\/p>\n<p><strong>Carolina Grillo:<\/strong> A minha cr\u00edtica \u00e0 imprensa, no caso espec\u00edfico da Opera\u00e7\u00e3o Conten\u00e7\u00e3o, \u00e9 que a cobertura foi bastante tendenciosa de uma maneira geral. Havia diversos discursos competindo sobre como interpretar essa opera\u00e7\u00e3o, e o discurso do governo do Estado do Rio de Janeiro predominou nas narrativas da imprensa nacional.\u00a0<\/p>\n<p>O fato de se ter sido uma chacina, um massacre com um n\u00famero muito elevado de mortos, escandalizou a imprensa internacional e n\u00e3o escandalizou a imprensa nacional, que j\u00e1 naturalizou essas mortes. O que, de alguma forma, contribui para reiterar uma narrativa oficial de que a opera\u00e7\u00e3o tinha como objetivo o combate ao Comando Vermelho.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<h6 class=\"meta\">Mesa com autoridades do Estado do Rio de Janeiro durante coletiva de imprensa sobre a Opera\u00e7\u00e3o Conten\u00e7\u00e3o na Cidade da Pol\u00edcia, no Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva\/Ag\u00eancia Brasil<!--END copyright=448773--><\/h6>\n<\/div>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil:<\/strong> Neste ano, teremos elei\u00e7\u00f5es. Como v\u00ea o peso da seguran\u00e7a p\u00fablica na pauta da pr\u00f3xima campanha eleitoral?<\/p>\n<p><strong>Carolina Grillo:<\/strong> Algumas pesquisas de opini\u00e3o mostraram que, no ano passado, pela primeira vez na hist\u00f3ria, seguran\u00e7a p\u00fablica despontou como principal preocupa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o brasileira, superando desigualdade [socioecon\u00f4mica], sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o. Isso \u00e9 um fen\u00f4meno recente.\u00a0<\/p>\n<blockquote wp_automatic_readability=\"12\">\n<p>O que a gente observa \u00e9 que o espectro do debate p\u00fablico sobre a seguran\u00e7a p\u00fablica \u00e9 bastante limitado. H\u00e1, de um lado, uma extrema direita defendendo o exterm\u00ednio aberto de criminosos; e, do outro lado, algumas posturas de esquerda n\u00e3o avan\u00e7ando muito al\u00e9m de oferecer um endurecimento penal e aumento de penas para determinados crimes.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>H\u00e1 um desafio de que se elaborem alternativas de fato eficientes, diferentes daquelas que j\u00e1 s\u00e3o apresentadas como endurecimento de pena. O aumento do encarceramento acaba colaborando para o recrutamento por parte de organiza\u00e7\u00f5es criminosas, porque aumenta justamente a popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria que est\u00e1 sob o dom\u00ednio desses grupos.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil:<\/strong>\u00a0H\u00e1 dificuldade de criar pol\u00edticas alternativas de seguran\u00e7a p\u00fablica?<\/p>\n<p><strong>Carolina Grillo<\/strong>: Sim. O que a gente observa em alguns estados, como a Bahia e S\u00e3o Paulo, \u00e9 que eles est\u00e3o copiando o <em>modus operandi<\/em> das pol\u00edcias do Rio de Janeiro e agravando o problema de seguran\u00e7a p\u00fablica que existia l\u00e1.\u00a0<\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo, por exemplo,\u00a0historicamente n\u00e3o tinha problema de controle territorial armado.\u00a0Nas opera\u00e7\u00f5es que t\u00eam sido realizadas em S\u00e3o Paulo, tem havido um aumento muito grande da letalidade policial, o que pode ser um fator indutor de resist\u00eancia armada \u00e0 atua\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia em alguns territ\u00f3rios, algo que n\u00e3o existia em S\u00e3o Paulo, onde a pol\u00edcia podia circular por todos os territ\u00f3rios da cidade [capital] e do estado de uma maneira geral.<\/p>\n<p>Na Bahia, a gente observa o mesmo. A pol\u00edcia tem copiado o modus operandi das pol\u00edcias do Rio de Janeiro, muito inspiradas pela popularidade junto \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. A diferen\u00e7a \u00e9 que existem, sim, alguns empreendimentos do governo do Estado da Bahia tentando oferecer novas alternativas, como a produ\u00e7\u00e3o de alguma intelig\u00eancia para que se possa enfim mudar esse caminho.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil:<\/strong> Essa repeti\u00e7\u00e3o do modelo fluminense de atua\u00e7\u00e3o na seguran\u00e7a p\u00fablica \u00e9 deliberada\u00a0pelas secretarias de seguran\u00e7a ou \u00e9 uma iniciativa dos pr\u00f3prios policiais? As secretarias de seguran\u00e7a t\u00eam efetivo controle das pol\u00edcias?<\/p>\n<p><strong>Carolina Grillo<\/strong>: Em nenhum estado se pode dizer que o governador possui efetivo controle das for\u00e7as de seguran\u00e7a. As institui\u00e7\u00f5es policiais possuem grupos muito poderosos no seu interior e uma relativa autonomia. Os pr\u00f3prios agentes na rua possuem discricionariedade.<\/p>\n<p>No entanto, quando se tem, como no caso do Rio de Janeiro ou de S\u00e3o Paulo, governadores que deliberadamente manifestam apoio e d\u00e3o uma chancela \u00e0 atua\u00e7\u00e3o policial letal, afirmando que certas mortes ocorreram de maneira leg\u00edtima antes que elas sejam investigadas, a promessa de impunidade estimula a atua\u00e7\u00e3o a\u00e7\u00e3o policial violenta.\u00a0<\/p>\n<p>\u00c9 claro que, por meio de nomea\u00e7\u00f5es do alto comando, de troca de do comando de diferentes batalh\u00f5es especiais e batalh\u00f5es di\u00e1rios, os governadores e as secretarias de seguran\u00e7a p\u00fablica conseguem ter algum poder sobre as pol\u00edcias. N\u00e3o \u00e9 um poder pleno, efetivamente, mas h\u00e1 uma possibilidade de direcionar a atua\u00e7\u00e3o dessas for\u00e7as.\u00a0<\/p>\n<p>Em todos os estados brasileiros, o que a gente observa \u00e9 uma repeti\u00e7\u00e3o do respaldo institucional, n\u00e3o apenas por parte do Poder Executivo, que funciona como garantia da impunidade \u00e0 a\u00e7\u00e3o policial letal.<\/p>\n<p><strong>Ag\u00eancia Brasil:<\/strong> Como isso se d\u00e1?<\/p>\n<p><strong>Carolina Grillo:<\/strong>\u00a0Por exemplo, a maioria das mortes \u00e9 praticada por policiais militares. A Pol\u00edcia Civil, que tamb\u00e9m pratica mortes em servi\u00e7o,\u00a0quando investiga a Pol\u00edcia Militar, n\u00e3o realiza investiga\u00e7\u00f5es que cheguem a esclarecer as circunst\u00e2ncias daquelas mortes. Assim, o Minist\u00e9rio P\u00fablico tende a solicitar o arquivamento judicial do caso, a Justi\u00e7a tende a aceitar, e a opini\u00e3o p\u00fablica tende a se dar por satisfeita.\u00a0<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, h\u00e1 uma tend\u00eancia de n\u00e3o esclarecimento de mortes praticadas por agentes policiais em servi\u00e7o e, normalmente, a vers\u00e3o apresentada por esses policiais \u00e9 a \u00fanica prova utilizada para o arquivamento desses casos. N\u00e3o havendo per\u00edcia no local, h\u00e1 um d\u00e9ficit muito grande de produ\u00e7\u00e3o de evid\u00eancias.\u00a0<\/p>\n<p>\u00c9 claro que n\u00e3o d\u00e1 para afirmar que todas essas mortes sejam resultados de abuso da for\u00e7a. Muitas vezes pode, sim, haver uma leg\u00edtima defesa, e a pol\u00edcia est\u00e1 respaldada legalmente para utilizar da for\u00e7a em caso de leg\u00edtima defesa.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<h6 class=\"meta\">Dezenas de corpos s\u00e3o trazidos por moradores para a Pra\u00e7a S\u00e3o Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro. Opera\u00e7\u00e3o Conten\u00e7\u00e3o. Foto: Tomaz Silva \/Ag\u00eancia Brasil\u00a0<!--END copyright=442298--><\/h6>\n<\/div>\n<p>\u00a0<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por MRNews Poucos dias depois de completar tr\u00eas meses, a opera\u00e7\u00e3o policial mais letal da hist\u00f3ria do Brasil foi destaque<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-60345","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ejornais"],"aioseo_notices":[],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60345","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=60345"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60345\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=60345"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=60345"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=60345"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}