{"id":73624,"date":"2026-10-14T22:18:22","date_gmt":"2026-10-15T01:18:22","guid":{"rendered":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/2026\/10\/14\/quilombolas-expulsos-por-mineradora-buscam-reparacao-depois-de-20-anos\/"},"modified":"2026-10-14T22:18:22","modified_gmt":"2026-10-15T01:18:22","slug":"quilombolas-expulsos-por-mineradora-buscam-reparacao-depois-de-20-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ejornais.com.br\/index.php\/2026\/10\/14\/quilombolas-expulsos-por-mineradora-buscam-reparacao-depois-de-20-anos\/","title":{"rendered":"Quilombolas expulsos por mineradora buscam repara\u00e7\u00e3o depois de 20 anos"},"content":{"rendered":"<p> Por MRNews<br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>A imagem da av\u00f3 Ant\u00f4nia na planta\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o est\u00e1 na mem\u00f3ria da aut\u00f4noma Claudin\u00eas Lopes, de 32 anos. \u201cEla adorava plantar para fazer linha de costura\u201d, lembra. A matriarca, nascida e criada na comunidade quilombola do Machadinho, em Paracatu (MG), morreu aos 99 anos de idade sem ter a repara\u00e7\u00e3o que tanto esperava. Ela ficou arrasada depois que teve que deixar sua terra por causa da instala\u00e7\u00e3o de uma mineradora na cidade.<\/p>\n<p>\u201cEla desejava justi\u00e7a. Eu cresci ouvindo isso dela\u201d, diz a neta Claudin\u00eas, presidente da associa\u00e7\u00e3o de moradores da comunidade que perdeu o territ\u00f3rio para a multinacional canadense Kinross Gold Corporation. A empresa instalou estrutura e barragem de rejeitos no territ\u00f3rio para explorar uma mina de ouro e prata chamada Morro do Ouro.<\/p>\n<p>Na \u00faltima semana,<strong> o procurador regional da Rep\u00fablica Jos\u00e9 Ad\u00e9rcio Leite Sampaio esteve em Paracatu para buscar um acordo com a multinacional a t\u00edtulo de repara\u00e7\u00e3o por danos socioambientais, territoriais e culturais causados \u00e0s comunidades quilombolas do Machadinho, e tamb\u00e9m de Amaros e S\u00e3o Domingos. Ao todo, s\u00e3o cerca de 1,3 mil fam\u00edlias que podem ser beneficiadas.<\/strong><\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/mrnews.com.br\/index.php\/2026\/10\/14\/oab-rio-ganha-acao-que-proibe-plataforma-de-oferecer-peticoes-com-ia\/\">OAB Rio ganha a\u00e7\u00e3o que pro\u00edbe plataforma de oferecer peti\u00e7\u00f5es com IA<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/mrnews.com.br\/index.php\/2026\/10\/14\/brasileirao-de-futebol-de-cegos-comeca-domingo-no-ct-paralimpico-em-sp\/\">Brasileir\u00e3o de futebol de cegos come\u00e7a domingo no CT Paral\u00edmpico em SP<\/a><\/strong><\/p>\n<p>Segundo ele, <strong>a negocia\u00e7\u00e3o busca reconhecimento oficial das comunidades, garantia dos direitos territoriais e defini\u00e7\u00e3o de crit\u00e9rios para indeniza\u00e7\u00f5es e reassentamentos<\/strong>. O procurador visitou as instala\u00e7\u00f5es da mineradora, promoveu reuni\u00f5es com representantes das tr\u00eas comunidades quilombolas e se encontrou com um grupo de 400 moradores do Quilombo do Machadinho.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cO Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal est\u00e1 empenhado em construir uma solu\u00e7\u00e3o que resgate a dignidade e garanta a repara\u00e7\u00e3o integral a essas popula\u00e7\u00f5es que tiveram seus territ\u00f3rios invadidos e seus modos de vida fragmentados\u201d, disse o procurador Jos\u00e9 Ad\u00e9rcio Sampaio.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O advogado Guilherme Bicalho, que defende os interesses das comunidades, lamenta que um julgamento realizado em agosto teve dois votos contra as indeniza\u00e7\u00f5es aos quilombolas. \u201cO procurador pediu a suspens\u00e3o do julgamento e promoveu reuni\u00f5es com as comunidades. Em Machadinho, foram quase 400 pessoas [\u2026] O objetivo no final \u00e9 que exista um acordo.\u201d<\/p>\n<p><strong>O valor estimado da indeniza\u00e7\u00e3o gira entre R$ 500 milh\u00f5es e R$ 1,2 bilh\u00e3o. Bicalho explicou que o julgamento foi suspenso por 60 dias e que a expectativa \u00e9 que haja um entendimento at\u00e9 novembro.<\/strong><br \/>\u00a0<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/mrnews.com.br\/index.php\/2026\/10\/14\/camara-aprova-aumento-no-limite-de-receita-bruta-do-mei\/\">C\u00e2mara aprova aumento no limite de receita bruta do MEI<\/a><\/strong><\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/mrnews.com.br\/index.php\/2026\/10\/14\/chuva-alaga-ruas-do-centro-e-deixa-um-morto-na-zona-norte-de-sao-paulo\/\">Chuva alaga ruas do centro e deixa um morto na zona norte de S\u00e3o Paulo<\/a><\/strong><\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<p>Expulsos por mineradora, moradores da comunidade quilombola do Machadinho\u00a0se mobilizam para buscar repara\u00e7\u00e3o na Justi\u00e7a \u2013 Foto:\u00a0<strong>Carlos Roberto Alves\/MPF<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2>\u201cJusta indeniza\u00e7\u00e3o\u201d<\/h2>\n<p>O procurador\u00a0Jos\u00e9 Ad\u00e9rcio Leite Sampaio acrescentou que <strong>o acordo n\u00e3o significa flexibilizar exig\u00eancias, mas assegurar direito \u00e0 terra, \u201cjusta indeniza\u00e7\u00e3o e \u201cseguran\u00e7a para quem sofre os di\u00e1rios e graves impactos da minera\u00e7\u00e3o\u201d.<\/strong><\/p>\n<p>Em 2025, segundo o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF), a empresa teve lucro l\u00edquido global de US$ 2,39 bilh\u00f5es (o equivalente a R$ 14,73 bilh\u00f5es), dos quais quase 30% foram gerados pela unidade mineira.<\/p>\n<p><strong>A estrutura tem capacidade licenciada para 750 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos de rejeitos<\/strong>, volume mais de 60 vezes superior ao da barragem que se rompeu em Brumadinho (MG) em 2019, que armazenava cerca de 12 milh\u00f5es de metros c\u00fabicos. Somada \u00e0 Barragem Santo Ant\u00f4nio (483 milh\u00f5es de m\u00b3), o complexo acumula 1,2 bilh\u00e3o de metros c\u00fabicos de rejeitos.<\/p>\n<p>O procurador explicou que <strong>a poeira gerada pelas opera\u00e7\u00f5es atinge as moradias e causa problemas respirat\u00f3rios na popula\u00e7\u00e3o local.<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cAvalia\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas e per\u00edcias promovidas pelo MPF detectaram n\u00edveis elevados de ars\u00eanio em amostras de urina de moradores e no material particulado suspenso no ar nas proximidades da mina\u201d, explicou o MPF em nota.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Segundo as lideran\u00e7as locais, 600 fam\u00edlias da comunidade do Machadinho se apresentam como prejudicadas pela desterritorializa\u00e7\u00e3o. Moradores de outra comunidade, a de Amaros, que contabiliza atualmente 500 fam\u00edlias, tamb\u00e9m perderam suas terras. O Quilombo de S\u00e3o Domingos, que est\u00e1 situado na cava da mina e na \u00e1rea urbana da cidade, tem 186 fam\u00edlias.<\/strong><\/p>\n<p>As comunidades do Machadinho e de Amaros receberam a certifica\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Cultural Palmares em 2004. O Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria (Incra) iniciou processos de regulariza\u00e7\u00e3o no ano seguinte, que foram interrompidos pela ocupa\u00e7\u00e3o das terras por parte da empresa e tamb\u00e9m por grileiros. A \u00e1rea total reconhecida pelo Incra era de cerca de 2,2 mil hectares.<br \/>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<p>Mina Morro do Ouro. em Paracatu (MG) \u2013 <strong>Foto:\u00a0Carlos Roberto Alves\/MPF<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2>Vulnerabilidade<\/h2>\n<p>A neta de Ant\u00f4nia, Claudin\u00eas, da comunidade do Machadinho, destaca que hoje mora a cerca de 10 quil\u00f4metros do antigo territ\u00f3rio, que n\u00e3o tem mais como ser devolvido \u00e0s fam\u00edlias. Por isso, elas pedem indeniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cMuitas fam\u00edlias ficaram e ainda hoje vivem em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade espalhadas por diferentes lugares da cidade e em munic\u00edpios vizinhos\u201d, contou.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>As lembran\u00e7as est\u00e3o vivas para os mais velhos, mas tamb\u00e9m tornam o presente inc\u00f4modo<\/strong>. \u201cO barulho das opera\u00e7\u00f5es da empresa [mineradora], inclusive explos\u00f5es no territ\u00f3rio, \u00e9 poss\u00edvel ser ouvido mesmo de longe\u201d, diz a aut\u00f4noma, m\u00e3e de duas adolescentes. Ela sonha que a justi\u00e7a chegue para a fam\u00edlia.<\/p>\n<p>De acordo com o advogado Guilherme Dolabella, que defende na Justi\u00e7a os interesses dessas comunidades quilombolas na regi\u00e3o, a empresa apresentou o projeto de expans\u00e3o da \u00e1rea de minera\u00e7\u00e3o para o estado de Minas Gerais, e iniciou o procedimento de licenciamento ambiental.<\/p>\n<p>Em 2009, o Minist\u00e9rio P\u00fablico entrou com uma a\u00e7\u00e3o questionando o licenciamento ambiental. Em 2014, a Justi\u00e7a afirmou que n\u00e3o havia comunidades quilombolas na regi\u00e3o.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cA senten\u00e7a desqualificou as comunidades reconhecidas pela Funda\u00e7\u00e3o Cultural Palmares e criou uma prote\u00e7\u00e3o para a explora\u00e7\u00e3o mineral da pr\u00f3pria empresa multinacional\u201d, lamentou Dolabella.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O advogado argumenta que <strong>a mineradora criou formas de press\u00e3o para expulsar as pessoas do local<\/strong>. \u201cA gente tem um processo que \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o impressionante. \u00c9 um processo parado no Judici\u00e1rio de 2014 at\u00e9 agora, em 2026.\u201d Uma outra a\u00e7\u00e3o foi movida no ano passado. No primeiro julgamento, em agosto, houve um entendimento parcial (dois votos a um) de que n\u00e3o haveria como pleitear o territ\u00f3rio porque j\u00e1 est\u00e1 ocupado pela empresa.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s estamos discutindo indeniza\u00e7\u00e3o para os membros da comunidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Uni\u00e3o, ao estado de Minas Gerais e \u00e0 pr\u00f3pria empresa\u201d, explicou. O advogado contextualiza que o C\u00f3digo de Minera\u00e7\u00e3o determina que as pessoas com a propriedade afetada por uma explora\u00e7\u00e3o mineral t\u00eam que ser indenizadas.<br \/>\u00a0<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<p>Mapa mostra localiza\u00e7\u00e3o das comunidades quilombolas prejudicadas pela atividade da mineradora multinacional canadense Kinross Gold Corporation \u2013<strong> Foto: Arte\/Kinross<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2>\u201cEu cresci ouvindo isso\u201d<\/h2>\n<p>Assim espera Claudin\u00eas Lopes, da comunidade do Machadinho. <strong>Ela tamb\u00e9m lamenta que, al\u00e9m da av\u00f3, o pai morreu sem a repara\u00e7\u00e3o<\/strong>. \u201cEu escutei tanto eles falarem sobre isso. Eu cresci ouvindo isso deles.\u201d\u00a0<\/p>\n<p>A lideran\u00e7a da comunidade diz que a av\u00f3 sentia muita falta do modo de vida do lugar. Muitas pessoas afetadas eram leigas e viviam da agricultura. \u201cEu lembro de o meu pai e minha av\u00f3 irem at\u00e9 a cidade de carro\u00e7a para vender e levar o sustento da fam\u00edlia\u201d. A fam\u00edlia tinha ro\u00e7a de arroz e milho, e tamb\u00e9m fazia garimpagem artesanal em busca de alguma pedra valiosa.<\/p>\n<h2>\u201cRevoltante\u201d<\/h2>\n<p>Na comunidade de Amaros, tamb\u00e9m prejudicada pela instala\u00e7\u00e3o da mineradora, <strong>a professora de educa\u00e7\u00e3o infantil Maria Herm\u00ednia Rodrigues, de 39 anos, recorda que os antepassados com pouca instru\u00e7\u00e3o foram passados para tr\u00e1s.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cEles se sacrificaram para pagar advogados. N\u00e3o entendiam os pr\u00f3prios direitos\u201d. A professora \u00e9 presidente da associa\u00e7\u00e3o de moradores, que somam mais de 500 fam\u00edlias. \u201cA maioria das pessoas que deixaram o territ\u00f3rio formou um quilombo urbano.\u201d Pela sobreviv\u00eancia, procuraram achar ouro no rio (dos Macacos) ou em servi\u00e7os prec\u00e1rios. A av\u00f3, por exemplo, lavava roupa para conseguir alguma renda.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma hist\u00f3ria bem revoltante. Minha bisav\u00f3 e av\u00f3 falavam que era importante a gente estudar, comprar livros\u201d. A fam\u00edlia passou a ser de professoras. Ela diz que procura falar para as crian\u00e7as e para os familiares sobre a hist\u00f3ria da cidade. Para Maria Herm\u00ednia, uma das vit\u00f3rias tem sido as celebra\u00e7\u00f5es culturais dos descendentes com as manifesta\u00e7\u00f5es da caretagem, uma tradi\u00e7\u00e3o de origem africana em que os participantes usam m\u00e1scaras.<\/p>\n<p>Os mais novos representam uma salvaguarda para a comunidade. \u201cA caretagem \u00e9 uma tradi\u00e7\u00e3o que a nossa fam\u00edlia carrega em homenagem a S\u00e3o Jo\u00e3o\u201d. As m\u00e1scaras v\u00eam de uma l\u00f3gica para que as pessoas escravizadas n\u00e3o fossem identificadas em suas manifesta\u00e7\u00f5es. \u201cA caretagem mesmo \u00e9 uma das tradi\u00e7\u00f5es que n\u00f3s n\u00e3o deixamos acabar na comunidade.\u201d Mesmo perdendo o territ\u00f3rio, mant\u00eam a tradi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>\u201cN\u00e3o comenta o m\u00e9rito\u201d<\/h2>\n<p>Em nota \u00e0 reportagem, a Kinross afirmou que acompanha o tr\u00e2mite da a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica (n\u00ba 0001628-72.2009.4.01.3806) e respeita o Poder Judici\u00e1rio e os processos de reconhecimento territorial conduzidos pelos \u00f3rg\u00e3os competentes.<\/p>\n<p>\u201cPor se tratar de mat\u00e9ria em curso, a companhia n\u00e3o comenta o m\u00e9rito e respeitar\u00e1 a decis\u00e3o que vier a ser proferida pelo TRF-6.\u201d<\/p>\n<p>A empresa acrescentou que, desde o licenciamento do Projeto Expans\u00e3o 3, a Kinross mant\u00e9m interlocu\u00e7\u00e3o com as comunidades, o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal, o Incra, a Funda\u00e7\u00e3o Cultural Palmares e os \u00f3rg\u00e3os ambientais, e segue \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para o di\u00e1logo.<\/p>\n<p>A Kinross ainda destacou que mant\u00e9m um canal por telefone (0800 038 1051) e \u201creuni\u00f5es permanentes de di\u00e1logo com as lideran\u00e7as comunit\u00e1rias e as comunidades, projetos sociais constru\u00eddos de forma participativa com as comunidades e uma equipe destinada a fortalecer o engajamento e a comunica\u00e7\u00e3o com toda a sociedade de Paracatu\u201d.<\/p>\n<p>Em nota para a reportagem, o Incra explicou que os processos administrativos de regulariza\u00e7\u00e3o dessas comunidades em Paracatu ainda est\u00e3o em tramita\u00e7\u00e3o. \u201cO Incra reafirma seu compromisso constitucional e institucional com a garantia do direito \u00e0 terra e a regulariza\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios das comunidades quilombolas em todo o pa\u00eds.\u201d<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por MRNews A imagem da av\u00f3 Ant\u00f4nia na planta\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o est\u00e1 na mem\u00f3ria da aut\u00f4noma Claudin\u00eas Lopes, de 32<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-73624","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ejornais"],"aioseo_notices":[],"aioseo_head":"\n\t\t<!-- All in One SEO 5.0.3 - aioseo.com -->\n\t<meta name=\"description\" content=\"Por MRNews A imagem da av\u00f3 Ant\u00f4nia na planta\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o est\u00e1 na mem\u00f3ria da aut\u00f4noma Claudin\u00eas Lopes, de 32 anos. \u201cEla adorava plantar para fazer linha de costura\u201d, lembra. 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